Economia

Alexandra Reis demitiu-se ou foi demitida? Presidente da TAP não esclarece e responde apenas que saiu por "desalinhamento"

18 janeiro 2023 13:20

Christine Ourmières-Widener, presidente da TAP

ricardo lopes

Alexandra Reis demitiu-se ou foi demitida? Duas horas e meia depois do início da audição parlamentar, a presidente da TAP ainda não esclareceu uma das questões que está a ser insistentemente colocada pelos deputados

18 janeiro 2023 13:20

Christine Oumières-Widener garantiu esta quarta-feira, no Parlamento, que a “única razão” para a saída de Alexandra Reis da comissão executiva foi a existência de um “desalinhamento na execução do plano de reestruturação”. Contudo, duas horas e meia depois do início da audição, a presidente da TAP ainda não esclareceu se a administradora foi demitida ou renunciou ao cargo.

“Havia desalinhamento na implementação do plano de reestruturação. Na equipa executiva, é crucial haver um alinhamento relativamente à implementação do plano. Essa foi a única razão para a saída de Alexandra Reis da companhia aérea”, assegurou a presidente executiva da TAP. A gestora saiu em fevereiro de 2022, e o que foi comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários é que saía da companhia para abraçar outros desafios profissionais.

Christine Ourmières-Widener deu um exemplo do desalinhamento estratégico, referindo-se à decisão do nível de atividade, e que passava por aumentar a oferta para 2022 em 90% da operação feita 2019, com a qual Alexandra Reis discordava. “Foi uma discussão muito difícil”, sublinhou.

As contas de 2022 mostram que a estratégia estava certa, defendeu. "Era uma decisão com um grande nível de risco. Era uma decisão difícil. O meu papel é garantir que temos sucesso na implementação do plano. Há muito trabalho a fazer. Temos de trabalhar todos na mesma direção", frisou a gestora.

Questionada sobre a eventual existência de outros casos semelhantes ao de Alexandra Reis, a responsável disse não ter conhecimento de outras saídas da companhia com indemnizações avultadas, apenas de uma indemnização ao seu antecessor, Antonoaldo Neves, quando a TAP tinha gestão privada.