Economia

Secretário de Estado da Economia garante que verbas do PRR para a descarbonização chegam às empresas até março

11 janeiro 2023 13:13

A visita do secretário de Estado da Economia Paulo Cilínio (à direita) à Heimtextil começou na Lameirinho

A empresa centenária Sampedro nota que se tivesse repercutido o aumento do custo da energia nos preços dos seus têxteis-lar já não teria clientes quando a fatura baixasse

11 janeiro 2023 13:13

Então quando chega o dinheiro do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) para a descarbonização? A pergunta foi repetida por muitos dos 66 empresários presentes na feira alemã Heimtextil durante a visita ao certame do secretário de Estado da Economia, Pedro Cilínio, esta quarta-feira. “Ainda no primeiro trimestre vai ter resposta”, assegurou o membro do Governo.

“É uma coisa que me cria ansiedade”, confessa Simão Gomes, da centenária Sampedro, já a aguardar resposta desde novembro para um investimento de 2,5 milhões de euros em painéis solares e caldeira de biomassa, uma aposta “urgente”, depois de ter visto a fatura do gás aumentar 650% num ano.

Muitos empresários indicam que já foram avançando com os investimentos, mas aguardam que o dinheiro chegue às empresas. Há quem fale em “impaciência” e há quem pergunte se não há risco de o dinheiro faltar. “Não, não”, garantiu o secretário de Estado. “Felizmente isso temos”, justificou o governante, antes de antecipar que em fevereiro deverá estar concluído “o complexo processo de avaliação”.

“Vamos lá aguentar um pouco mais”, responderam os industriais, sem esconder as perturbações que “o aumento brutal do custo da energia” teve nas suas empresas.

“Tivemos de parar a tinturaria porque não conseguíamos aguentar os custos da energia”, contou Jorge Lopes, da Belfama. “Estamos a passar um mau bocado e não há maneira de serem aprovados os dois PRR que metemos”, afirma Fátima Antunes, da Lasa.

“É impossível fazer repercutir nos preços um aumento desta dimensão. Na verdade, sabemos que se o fizéssemos quando o preço do gás baixasse já não tínhamos clientes”, nota Simão Gomes.

O Expresso viajou para Frankfurt a convite da Messe Frankfurt