Economia

Economistas preveem recessão em 2023 na zona euro, com possível escassez de energia, inflação alta e queda dos preços das casas

28 dezembro 2022 8:58

Foto: Getty Images

A zona euro deverá enfrentar uma recessão em 2023, a inflação continuará acima dos 6% e mais aumentos das taxas de juro vão fazer cair os preços das casas, segundo os economistas ouvidos pelo Financial Times

28 dezembro 2022 8:58

As taxas de inflação altas e problemas no abastecimento de energia irão fazer com que a zona euro fique em recessão em 2023 com consequente aumento do desemprego, de acordo com os economistas ouvidos pelo Financial Times. A esmagadora maioria dos 37 economistas inquiridos antecipa até que os países da moeda única já estejam em crise.

Segundo notícia do jornal britânico desta quarta-feira, 28 de dezembro, a maioria dos auscultados prevê uma recessão para 2023 e perto de 90% dos 37 economistas ouvidos crê que a zona euro já está em recessão na atualidade.

Na média das previsões dos economistas ouvidos, as economias da zona euro deverão registar uma recessão de 0,01% (a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu preveem um crescimento de 0,3% e de 0,5%, respetivamente).

A taxa de inflação deverá fixar-se em pouco mais de 6% para a totalidade do ano e em perto de 2,7% em 2024. A taxa média de aumento das remunerações deverá ser de 4,4%. O desemprego deverá aumentar para 7,1%. E os preços das casas deverão cair 4,7%, segundo a média das previsões dos especialistas ouvidos.

A zona euro deverá continuar a lidar com uma crise energética. Apesar do consenso ser de que já se deixou o pior para trás em 2022, o risco de escassez continua a ser real devido à possibilidade de consumo das reservas atuais no caso de ondas de frio neste Inverno e no próximo, e de diminuição das vendas de gás russo à Europa.

Outro fator de crise é o aumento das taxas de juro pelo Banco Central Europeu, que deverão aumentar além dos 2,5% atuais em 2023. A subida acelerada das taxas já está a ter impacto em quem tem crédito à habitação e deverá ter um impacto ainda maior no mercado imobiliário. Mais aumentos podem provocar o agravamento da recessão na zona euro.