Economia

Líder da Zurich avisa que ciberataques poderão ficar de fora da cobertura dos seguros

26 dezembro 2022 15:28

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O cibercrime pode ficar totalmente fora das coberturas das seguradores, avisou o presidente executivo da Zurich. Algumas seguradoras têm vindo a adaptar-se, aumentando o prémio ou mudando apólices

26 dezembro 2022 15:28

O presidente executivo da Zurich, Mario Greco, alertou que os ciberataques serão, cada vez mais, acontecimentos não cobertos pelos seguros, tal como as catástrofes naturais, noticia o “Financial Times”.

Os líderes das seguradoras têm debatido sobre a possibilidade de conseguirem fornecer cobertura a certos riscos, como ambientais, pandemias ou até mesmo cibercrime. Segundo o jornal, é já o segundo ano consecutivo em que os custos relacionados com catástrofes naturais devem chegar a 100 mil milhões de dólares.

Ainda assim, para o responsável, é o cibercrime que acabará certamente por sair das coberturas dos seguros.

Ataques recentes que afetaram hospitais, fecharam oleodutos e atacaram departamentos governamentais alimentaram a preocupação com esse risco crescente entre os responsáveis do setor dos seguros.

No geral, o setor tem-se já adaptado a este risco, quer seja através da subida dos preços ou a limitar as suas apólices para que o cliente tenha mais encargos.

Mario Greco considera que há um limite para quanto o setor privado pode cobrir, em termos de perdas provenientes deste tipo de ataques. Por esse motivo, apelou aos vários governos que “estabeleçam esquemas público-privados para lidar com riscos cibernéticos que não podem ser quantificados”.

Já em setembro o governo norte-americano estudava algo semelhante. Nos Estados Unidos o governo desincentiva o pagamento de resgates, algo que Greco considera positivo, pois havendo menos “pagamento de resgates, haverá menos ataques”.