Economia

Segurança Social encaixou 1,29 mil milhões de euros nos anos de pandemia com os imigrantes, diz Observatório das Migrações

21 dezembro 2022 9:54

Uma senhora brasileira sem residência que não quis dar o nome ao Expresso por achar que assim mostraria de forma mais exata o que sente: que não existe

nuno fox/expresso

Em 2020 e 2021 atingiram-se valores recorde no número de contribuintes estrangeiros residentes em Portugal e nos descontos para a Segurança Social, noticia o jornal Público

21 dezembro 2022 9:54

Em 2021, os imigrantes representaram 10,1% dos contribuintes em Portugal, num total de 475.892 pessoas, e fizeram nos dois anos de pico da pandemia um total de 1,29 mil milhões de euros em pagamentos à Segurança Social, noticia o jornal Público esta quarta-feira, 21 de dezembro. Tudo valores recorde.

Com base em dados do Relatório Estatístico Anual 2022 do Observatório das Migrações, mesmo durante os anos de pico da pandemia da covid-19, 2020 e 2021, o saldo é positivo para o Estado entre os valores recebidos e pagos a residentes estrangeiros: no primeiro ano da pandemia, o saldo foi positivo em 802,3 milhões de euros, ao passo que em 2021, o Estado teve um “encaixe” de 968 milhões de euros.

A população imigrante representa 6,8% da população portuguesa, de acordo com o Observatório.

Em resumo: os estrangeiros que vivem e trabalham em Portugal têm “um papel importante” para a Segurança Social, nomeadamente num "relativo alívio do sistema e para a sua sustentabilidade”, de acordo com o relatório citado pelo Público.

A imigração, sustenta o Observatório, além de ajudar à sustentabilidade da Segurança Social, de sustentarem várias áreas de atividade económica, socorre ainda o País no envelhecimento demográfico ao rejuvenescerem a população.

Apesar da imigração predominantemente laboral, o Observatório nota que desde 2008 têm entrado mais indivíduos com perfis como estudantes, trabalhadores independentes e reformados, neste último caso provenientes da União Europeia, Brasil e Estados Unidos.

Os norte-americanos são, segundo o relatório, “a grande novidade no último ano”, tendo entrado "directamente para a quarta posição dos nacionais dos EUA, representando 9% do total de vistos atribuídos em postos consulares em 2021 com 2414 vistos, a quase totalidade dos quais correspondendo a vistos de residência para reformados”, lê-se no Público.