Economia

Acionistas do BCP aprovam redução de capital para 3 mil milhões de euros

20 dezembro 2022 17:14

Os acionista do BCP aprovaram esta terça-feira em Assembleia Geral os três pontos da ordem de trabalhos, o mais importante relativo à redução de um terço do capital

20 dezembro 2022 17:14

Os acionistas do BCP aprovaram a redução do capital social em 1,72 mil milhões de euros para 3 mil milhões de euros, ratificaram a nomeação de dois administradores não executivos e elegeram um vogal para a Comissão de Auditoria.

A Assembleia Geral (AG) desta terça-feira contou com a participação de detentores de 63,57% do capital social do banco. E os três pontos da ordem de trabalhos foram aprovados por maioria.

O ponto mais importante desta AG era a redução do capital anunciada pela gestão do BCP, liderado por Miguel Maya. Trata-se de uma operação que prevê a redução do capital social em 1,72 mil milhões de euros para 3 mil milhões, mas que, segundo o banco, não terá repercussões no número de ações - mantêm-se as 15 mil milhões de ações, embora esta operação corresponda a um corte de um terço no capital.

Embora não seja dito, esta operação serve sobretudo para reforçar o montante a distribuir aos seus acionistas.

Esta é a segunda vez que o BCP avança numa redução do capital. A primeira foi em 2018 e serviu para remunerar os acionistas .

Os principais acionistas do BCP são a Fosun, com 29,95% do capital, e a Sonangol, com 19,49% do capital, ou seja 49,44% das 15 mil milhões ações do banco.

Na ordem de trabalhos relativa à redução de capital era apenas dito que esta servia para "aumentar a flexibilidade para tomar decisões de gestão".

Nomeações feitas


O segundo ponto visa ratificar a indicação dos dois administradores que faltavam para o Conselho de Administração: Altina Sebastián, ex-CGD e Pedro Ferreira Malaquias, advogado da Uría Menéndez - Proença de Carvalho com anos de experiência no BCP.

Ambos farão parte do mandato 2022-2025 depois da recusa de dois administradores nomeados terem declinado os convites. Uma delas foi Clara Raposo, presidente do ISEG que foi para a administração do Banco de Portugal. O outro foi Teófilo da Fonseca, que declinou o convite inicial apresentando motivos de ordem pessoal.

Altina Sebastián foi administradora não executiva da CGD entre 2018 e 2021. É professora de finanças em várias universidades. Pedro Malaquias, sócio do escritório de advogados Uría Menéndez - Proença de Carvalho, fez carreira desde o BPA (banco integrado no BCP), esteve no próprio BCP no final do século passado e é consultor jurídico da Associação Portuguesa de Bancos, de acordo com o currículo do escritório.

Ambos serão membros não executivos no mandato de 2022 a 2025 e terão agora de esperar pela luz verde do Banco Central Europeu.

O terceiro ponto da ordem de trabalhos foi a eleição de um vogal suplente para a Comissão de Auditoria relativo ao mandato 2022-2025. Para este cargo foi eleita a administradora não executiva independente Altina Sebastián, caso seja necessário. Ou seja, caso ocorra uma vaga nesta comissão.

Noticia corrigida esta quarta-feira às 8 horas e 27 minutos, relativamente à totalidade das participações da Fosun e Sonangol que somam 49,44% e não mais do que 50%.