Economia

BCE mantém rácio de capital ao Bankinter em 2023

19 dezembro 2022 12:44

d.r.

O Banco Central Europeu (BCE) manteve para 2023 a mesma exigência de capital ao grupo espanhol Bankinter em 2022, porque o perfil de risco do banco se manteve inalterado. O capital total exigido em termos consolidados mantém-se nos 11,79%

19 dezembro 2022 12:44

O Bankinter vai manter o mesmo requisito de capital que o BCE exigiu ao banco em 2022. “O supervisor europeu decidiu não alterar o nível mínimo de capital exigido ao Bankinter, pelo facto de o perfil de risco do banco não ter registado alterações”, refere o banco em comunicado esta segunda-feira.

Com uma operação em Portugal, o banco que consolida as contas com a casa-mãe em Espanha mantém-se, segundo o comunicado “no grupo de bancos europeus com menor exigência de capital no âmbito do SREP - Supervisory Review and Evaluation Process”.

O supervisor europeu informou o Bankinter que “o perfil de risco se mantém inalterado” e por isso “decidiu não modificar o nível mínimo de capital exigido”.

É neste enquadramento que o grupo liderado por Maria Dolores Dancausa “continua a integrar o grupo de entidades espanholas e europeias com o requisito de capital mais baixo”. Um facto que diz o banco “se deve à habitual prudência na política de riscos desenvolvida pelo Bankinter”.

O BCE exige um nível de capital principal, ou CET 1 (Common Equity Tier 1), em modo consolidado de 7,726%. Já o “rácio de capital total exigido se mantém nos 11,79%, sem variações relativamente à última exigência”.

O requisito CET1 consiste num nível mínimo de CET1 exigido pelo Pilar 1, margem mínima para que os bancos possam operar - é para 2023 de 4,50%.

Já no que diz respeito ao requisito do Pilar 2 (P2R) e a almofada de segurança do capital será de 2,50%, refere o comunicado.

Nestes dois requisitos a avaliação que o BCE faz do risco do negócio e da atividade de cada banco e os quais podem traduzir a exigência de almofadas adicionais que podem ser impostas devido quer à dimensão do banco, ou ao seu risco sistémico, ou mesmo pelo risco do país em que operam.

Segundo o comunicado do Bankinter “estes rácios mínimos incluem um requisito de capital por P2R de 1,29% (0,726% é coberto pelo CET1), do qual 0,09% é determinado com base nas expectativas do BCE em matéria de provisões prudenciais”.

No final de setembro, prossegue o banco que em Portugal é liderado por Alberto Ramos, “estes dois parâmetros de solvência não só cumpriam já os requisitos do BCE anteriormente referidos, como estavam muito acima dos mesmos”.

O CET1 fully loaded foi de 11,90%, quando o rácio de capital total alcançou os 15,2%.

O banco espanhol com sucursais em Portugal afirma que “continuará a trabalhar para manter um nível adequado de solvência, em linha com o seu prudente perfil de riscos”.