Economia

Fatura da luz para famílias no mercado regulado afinal subirá 1,6% em janeiro

Fatura da luz para famílias no mercado regulado afinal subirá 1,6% em janeiro
Pierre Chatel

A ERSE já publicou as tarifas de eletricidade a vigorar em 2023. A fatura média dos clientes domésticos subirá 1,6% face aos preços atuais, e não os 1,1% apontados na proposta de outubro

A versão final das tarifas reguladas de eletricidade para 2023, publicada esta quinta-feira pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) consubstancia um agravamento da fatura média das famílias no mercado regulado de 1,6% face aos preços atualmente em vigor. Na proposta que tinha feito em outubro o regulador apontava para um agravamento de 1,1%.

No comunicado divulgado esta quinta-feira, a ERSE explica que “este acréscimo tarifário, superior ao anunciado em outubro, deve-se a um menor sobreganho com a produção em regime especial (PRE), a devolver aos consumidores, do que o inicialmente previsto”.

“Sendo o diferencial de custos da produção em regime especial dependente da diferença entre os preços garantidos à produção em regime especial e os preços de energia observados no mercado grossista, a descida observada nos preços de energia nos mercados grossistas, em outubro e novembro, faz com que os valores de sobreganho da PRE a devolver aos consumidores sejam significativamente inferiores aos valores previstos na proposta tarifária de 15 de outubro”, esclarece a ERSE.

De acordo com as estimativas do regulador, uma família com um consumo reduzido (potência de 3,45 kVA e consumo anual de 1900 kWh), com uma fatura atual de 37,64 euros por mês, terá um agravamento mensal de 54 cêntimos em janeiro.

Já uma família com um consumo mais elevado (potência de 6,9 kVA e 5000 kWh de consumo anual), paga hoje 95,26 euros por mês de eletricidade e em janeiro pagará mais 1,41 euros mensalmente.

O aumento médio em janeiro face aos preços atuais será de 1,6% para os clientes domésticos, mas em relação ao preço regulado médio que vigorou em 2022 o aumento será de 3,3%.

Quanto aos consumidores com contratos no mercado liberalizado, a evolução da sua fatura depende dos preços que cada fornecedor aprove, variando de empresa para empresa. A EDP Comercial, maior comercializador do mercado, já anunciou uma atualização que, pela estimativa da empresa, irá acarretar um agravamento de cerca de 3%.

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