Economia

Europa fixa preço máximo do crude russo: 60 dólares por barril

Europa fixa preço máximo do crude russo: 60 dólares por barril
Bloomberg Creative / Getty Images

Os países da União Europeia chegaram a acordo para o preço máximo do barril de crude russo. Os participantes do mercado só poderão pagar até 60 dólares por barril, de forma a penalizar Moscovo

Os países da União Europeia (UE) chegaram a acordo e irão implementar um tecto máximo de 60 dólares por barril no crude russo negociado a nível global, segundo notícia do Financial Times desta sexta-feira, 2 de dezembro.

O limite aos preços do crude russo irão entrar em vigor antes do dia 5 de dezembro, e têm como objetivo limitar as receitas provenientes da venda de combustíveis fósseis pela Rússia, prejudicando assim a capacidade de manter a guerra na Ucrânia. No dia 5 de dezembro entra, entretanto, em vigor a proibição de importação de crude russo pela UE.

A possibilidade tinha sido avançada pelos países do chamado G7, apesar de, no seio da UE, haver divergências de fundo, entretanto superadas. A Polónia foi um dos países que impediram que se realizasse mais cedo um acordo, já que Varsóvia exigia um preço ainda mais baixo.

Conseguiu uma revisão dos 70 dólares iniciais para 60 dólares - apesar de um grupo de países europeus ter chegado a exigir, a dado ponto das negociações, um tecto máximo de 30 dólares - e o compromisso por parte da Comissão de começar a trabalhar num novo pacote de sanções à Rússia.

China e India em aberto

Apesar de grandes compradores como a Índia e a China ainda não terem anunciado se cumprirão, ou não, o limite, este terá efeitos junto dos importadores globais de crude, na sua maioria garantidos por instituições, e segurados por seguradoras ocidentais, recorda o jornal.

De acordo com o Financial Times, Moscovo já disse que não irá vender crude a nenhum país que implemente este tecto e que irá recorrer a petroleiros que não operam com seguros ocidentais.

O tecto aos preços do crude tem sido encarado como uma forma de manter petróleo a circular nos mercados internacionais, sem provocar escassez repentina. E, ao mesmo tempo, o novo preço máximo serve de referência para que a Índia e a China consigam negociar preços ainda mais baixos com a Rússia nas importações de crude que fizerem com o país.

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