Economia

João Neves elogia António Costa na despedida como secretário de Estado da Economia e remete-se ao silêncio

30 novembro 2022 13:23

João Neves, secretário de Estado da Economia

josé fernandes

“Foi uma honra trabalhar sob a direção do primeiro-ministro”, escreveu João Neves no LinkedIn. Contactado pelo Expresso, o secretário de Estado demitido pelo ministro da Economia optou por não prestar mais declarações

30 novembro 2022 13:23

“Foi uma honra trabalhar sob a direção do primeiro-ministro, António Costa, ao lado das empresas, das associações empresariais e da indústria do nosso país”, escreveu no LinkedIn João Neves, o secretário de Estado da Economia cuja demissão foi anunciada esta terça-feira pelo Governo, dois meses após se ter oposto publicamente à descida do IRC então defendida pelo ministro da Economia, António Costa Silva.

Contactado pelo Expresso, João Neves optou por não prestar mais declarações públicas além das que divulgou no LinkedIn, após ter sido demitido pelo ministro da Economia.

“Ao cessar funções enquanto secretário de Estado da Economia nos últimos quatro anos orgulho-me de ter sempre procurado sempre servir a República Portuguesa em prol da economia nacional”, diz o governante, que assumiu funções em outubro de 2018, primeiro como braço direito do anterior ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, e, desde março de 2022, do atual ministro da Economia, António Costa Silva.

“O perfil de especialização da nossa economia está a mudar. Muito me orgulha poder ter trabalhado em programas fundamentais para essa mudança”, defendeu no texto que escreveu no LinkedIn.

“O financiamento e reconhecimento dos centros de tecnologia e investigação, que asseguram a transferência do conhecimento entre as empresas e a academia, as Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial, que, através do desenvolvimento de produtos inovadores mobilizaram, colaborativamente, as grandes empresas, PME, universidades, politécnicos, centros de fazer e centros de saber, no maior incentivo público desde a nossa adesão à CEE e, por fim, recordo o enorme esforço durante os anos da pandemia, na injeção de 11 mil milhões de euros em todo o nosso tecido produtivo na defesa de empregos”, justificou.

“A minha esperança no futuro da economia não se esgota aqui”, remata o secretário de Estado da Economia agora demitido. “O saber-fazer nacional, as qualificações dos nossos jovens, a resiliência e inovação dos nossos empresários e a capacidade colaborativa do nosso associativismo empresarial continuarão, por certo, a transformar a nossa economia. Uma economia assente no conhecimento, na inovação, no nosso talento e na capacidade das nossas empresas se internacionalizarem”, escreveu.

O ministro da Economia escolheu, entretanto, Pedro Cilínio, diretor do IAPMEI, para substituir João Neves na secretaria de Estado da Economia.