Economia

Eleições para representantes dos beneficiários da ADSE registam fraca participação

30 novembro 2022 14:09

Urnas fecham esta quarta-feira às 17h00 e apenas cerca de 33 mil pessoas, de um universo de 935 mil, votaram até ao momento

30 novembro 2022 14:09

As eleições para os quatro representantes dos beneficiários da ADSE no respetivo Conselho Geral e de Supervisão (CGS) estão a registar pouca adesão.

Segundo informação prestada ao Expresso pelo vogal no Conselho Diretivo do subsistema de saúde público em representação dos beneficiários, Eugénio Rosa, terão votado até ao momento apenas 33 mil titulares da ADSE, quando o universo elegível soma mais de 935 mil pessoas.

Antecipa-se um novo fiasco, após o último escrutínio de 2017 (e único, já que o CGS foi criado nesse ano) ter reunido os votos de apenas cerca de 3% do colégio eleitoral. “Devemos fechar as votações com a participação de somente 5% dos votantes”, lamenta Eugénio Rosa, acrescentando que nem mesmo nos serviços da ADSE, em Lisboa, se tem verificado um maior interesse nas eleições.

Em 2017, problemas no voto eletrónico justificaram a fraca participação nas eleições, mas este ano o sistema estará a funcionar de forma adequada. No site da ADSE está o passo a passo que explica como votar de forma remota e há urnas espalhadas em organismos públicos em todas a capitais de distrito.

As eleições para o CGS para o triénio 2023-2025 começaram na segunda-feira, com sete listas candidatas aos quatro lugares de representantes dos beneficiários e terminam esta quarta-feira, dia 30, às 17h.

O ato eleitoral chega com dois anos de atraso, em parte por culpa da pandemia, que atrasou a publicação do respetivo regulamento pelo Governo, e é realizado num contexto de grandes desafios para o subsistema de saúde dos funcionários e aposentados do Estado.

Tem havido uma perda de convenções com os prestadores hospitalares privados, o que está a limitar o acesso dos 1,3 milhões de beneficiários (somando os familiares dos quotizados) a exames, consultas ou cirurgias.

Os beneficiários pagantes descontam 3,5% do vencimento ou pensão de reforma para o subsistema, 14 vezes por ano, já que os subsídios de férias e de Natal também entram nas contas.