Economia

Compras 'online' dos portugueses recuam para níveis próximos do período pré-pandemia

24 novembro 2022 15:41

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Um estudo divulgado pela Centromarca mostra que, até setembro, a percentagem de portugueses que fazem compras online aproximou-se dos valores de 2019 devido ao “regresso dos consumidores às lojas físicas”

24 novembro 2022 15:41

Apesar de a percentagem de portugueses que fazem compras online ter subido durante a pandemia, esse número voltou a baixar e aproximou-se dos valores de 2019, indica um estudo realizado pela Kantar para a Centromarca – Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca.

Segundo um comunicado divulgado esta quinta-feira pela Centromarca, entre janeiro e setembro de 2022 a percentagem de portugueses que fazem compras online “voltou a aproximar-se de valores de 2019”, estando agora nos 29,6%, “um aumento de apenas 0,6 pontos percentuais em relação a 2019”.

Em comparação, no mesmo período de 2020, a percentagem de inquiridos com compras eletrónicas tinha atingido os 34,1%.

Em todo o mundo, o comércio eletrónico cresceu 45,9% em 2020 e 15,8% em 2021, mas entretanto já caiu 0,4% no início do ano. E Portugal não é exceção. Por cá, as vendas deste canal tinham atingido, entre janeiro e setembro do ano passado, 3,4% do total de vendas, e no mesmo período de 2022 baixou para 2,5% (apenas 0,4 pontos percentuais acima de 2019).

A queda, diz a nota da Centromarca, “é justificada com o regresso dos consumidores, principalmente dos maiores de 65 anos, às lojas físicas”.

O estudo recomenda que as marcas apostem na atração de novos consumidores na Europa, nomeadamente através de promoções ou mesmo reduções nas taxas de entrega - ambos fatores que levam os consumidores a procurar o online.

“Depois da aceleração sentida pelo online nas compras de supermercado, nos períodos em que a pandemia nos obrigou a permanecer mais tempo em casa, é natural que o regresso à normalidade e a uma mobilidade sem limitações conduza a um ajustamento da curva de crescimento”, comentou Pedro Pimentel, diretor-geral da Centromarca.

“Contudo, este é um segmento de mercado com um franco potencial de desenvolvimento. A crise inflacionista que atualmente atravessamos pode conduzir a uma compra mais programática e o online, com preços e entregas com valores atrativos, pode ser um refúgio interessante para os consumidores mais cautelosos e mais atentos à gestão dos seus orçamentos familiares”, acrescentou o mesmo responsável.