Economia

Fundos que emprestaram 835 milhões de dólares ao BES dois meses antes do colapso processam Estado português

21 novembro 2022 8:24

Ricardo Salgado. Autor: Patrícia de Melo Moreira/AFP via Getty Images

Os fundos Silver Point Capital e Elliot Management processaram Portugal contra a inclusão, em 2014, de um empréstimo de 835 milhões de dólares no “banco mau” do BES, segundo o Jornal de Negócios

21 novembro 2022 8:24

Três empresas detidas pelos fundos Silver Point Capital e Elliot Management (fundo ativista do investidor Paul Singer e antigo acionista minoritário da EDP) registaram um pedido de arbitragem contra o Estado português contra a inclusão, em 2014, de um empréstimo de 835 milhões de dólares na massa insolvente do Banco Espírito Santo (BES), reporta o Jornal de Negócios esta segunda-feira, 21 de novembro.

As três empresas sediadas nas Ilhas Maurícias (a Suffolk Mauritius Ltd, a Mansfield Mauritius Ltd, da Elliot, e a Silver Point Mauritius) apresentaram o pedido junto do Centro Internacional para a Resolução de Disputas sobre Investimentos (ICSID) há dez dias.

Os fundos em questão garantiram um empréstimo de 835 milhões de dólares (cerca de 809 milhões de euros ao câmbio atual), dois meses antes do fim do BES, feito por um veículo criado pela Goldman Sachs, o Oak Finance.

As entidades são representadas pelos escritórios de advogados português PLMJ e inglês Fietta. Nem o Banco de Portugal, nem o Ministério das Finanças, nem a PLMJ responderam às questões do Jornal de Negócios sobre esta ação dos fundos.