Economia

Rendimento real das famílias na OCDE caiu 0,5% no segundo trimestre

7 novembro 2022 11:00

O rendimento real das famílias nos países da OCDE caiu 0,5% no segundo trimestre, que foi o terceiro trimestre consecutivo em queda. Elevada inflação pesa na carteira das famílias

7 novembro 2022 11:00

O rendimento real das famílias per capita caiu 0,5% no conjunto dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) do primeiro para o segundo trimestre do ano, anunciou a instituição esta segunda-feira.

A queda deu-se apesar do ligeiro crescimento de 0,3% do produto interno bruto (PIB) em cadeia nos 38 países-membros da OCDE.

Assim, os meses de abril a junho marcam o “terceiro trimestre consecutivo em que o rendimento real per capita das famílias diminuiu na OCDE”. O rendimento caiu empurrado pela elevada inflação, que pesa na carteira das famílias.

De acordo com a nota da OCDE, o rendimento real diminuiu na maioria dos países da OCDE para os quais existem dados disponíveis, nomeadamente em quase todas as economias do G7 (grupo das sete maiores economias do mundo), com exceção da Alemanha.

“O rendimento real das famílias per capita caiu 1,2% em França, 1,1% no Canadá e no Reino Unido, e 0,4% nos Estados Unidos”, sendo que, o período em análise, foi o quarto trimestre consecutivo de queda do rendimento real dos agregados familiares no Reino Unido e o quinto trimestre para as famílias norte-americanas nos Estados Unidos.

A OCDE nota que, estas quedas devem-se “tanto à redução da assistência governamental relacionada com a pandemia como ao aumento dos preços ao consumidor”.

Se compararmos com o último trimestre de 2019 - o último antes da pandemia de covid-19 - o aumento do PIB na OCDE, de 2,3%, é maior que o aumento do rendimento real das famílias (2%). “Os perfis de crescimento dos dois indicadores ao longo do tempo são muito diferentes, com o PIB real per capita a subir desde o seu ponto mais baixo no segundo trimestre de 2020, enquanto o rendimento real per capita dos agregados familiares tem vindo a descer desde o primeiro trimestre de 2021”, conclui a OCDE.