Economia

Inflação castiga todo o tipo de famílias: nas mais pobres pesam alimentos e habitação, nas mais ricas os restaurantes e hotéis

18 outubro 2022 11:00

Carlos Esteves

Carlos Esteves

Infográfico

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Nos primeiros oito meses de 2022, as estimativas de inflação para os vários grupos de famílias são bastante próximas, diz o Banco de Portugal. Mas, como para os agregados de menor rendimento a inflação resulta sobretudo dos preços dos bens essenciais, tem implicações mais severas

18 outubro 2022 11:00

Carlos Esteves

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A escalada dos preços é uma preocupação transversal a todas as famílias, mas a inflação tem um impacto desigual sobre os vários agregados. Isto porque o peso dos diferentes bens e serviços no cabaz de consumo é diferente e regista-se uma evolução também diferenciada nos preços desses bens e serviços. É este o ponto de partida para uma análise do Banco de Portugal (BdP), incluída no Boletim Económico de outubro. Conclusões? Nos primeiros oito meses de 2022, as estimativas de inflação para os vários grupos de famílias, consoante o seu nível de rendimento, “são bastante próximas”, escreve o BdP. Como resultado, no primeiro semestre deste ano, as maiores reduções do rendimento real ocorreram nas famílias com aumentos menos expressivos do rendimento nominal, e só os agregados mais pobres escaparam à perda de rendimentos em termos reais.