Economia

Kremlin diz que Turquia está interessada em distribuir gás russo à Europa

Porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov
Porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov
MAXIM SHEMETOV/REUTERS

A Turquia está "bastante interessada", diz Moscovo, na proposta da Rússia de fazer daquele país um centro de distribuição de gás para a Europa

O Kremlin disse esta quinta-feira, 13 de outubro, que a Turquia se mostrou "bastante interessada" na proposta da Rússia de fazer daquele país um centro de distribuição de gás russo para a Europa.

"O lado turco reagiu com considerável interesse a esta iniciativa Putin e os líderes deram instruções para analisar este assunto rapidamente", disse o porta-voz presidencial russo, Dmitri Peskov, após um encontro no Cazaquistão entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o seu homólogo turco, Recep Erdogan.

Putin propôs formalmente a Erdogan a criação de um centro de distribuição de gás russo na Turquia, para fornecer países europeus, o que também permitiria a criação de uma plataforma para regular os preços energéticos considerados "exorbitantes".

O líder russo argumentou que a Rússia e a Turquia podem, em conjunto, criar "uma plataforma não apenas para o fornecimento de gás, mas também para determinar os preços, porque essa é uma questão muito importante".

"Hoje esses preços são exorbitantes, e poderíamos facilmente regulá-los a um nível normal de mercado", disse Putin a Erdogan.

O Presidente russo sublinhou que, em termos de hidrocarbonetos russos, incluindo gás, a Turquia é a "rota atualmente mais confiável para abastecer a Europa" através do gasoduto TurkStream, que transporta gás russo para a Turquia e para vários países do sul e sudeste da Europa.

O TurkStream, situado no Mar Negro, pode transportar até 31,5 mil milhões de metros cúbicos de gás anualmente, fornecendo energia para a Bulgária, Grécia, Sérvia, Roménia, Hungria e Macedônia do Norte.

O ministro da Energia russo, Nikolai Shulginov, disse hoje em Moscovo que é necessário não apenas negociar este projeto com a Turquia, mas também com países europeus "amigáveis".

O CEO da empresa estatal russa Gazprom, Alexei Miller - que acompanhou Putin na viagem a Astana, numa comitiva com vários empresários e banqueiros - disse que os dois países concordaram em agir rapidamente para determinar o cronograma das negociações sobre a proposta russa.

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