Economia

Semana Mundial do Investidor entre campanha sobre riscos das cripto e finanças sustentáveis (e tudo começa com o sino)

CMVM lidera em Portugal a organização da Semana Mundial do Investidor, que se realiza pelo sexto ano consecutivo. Há eventos em mais de 100 países, dos Camarões à China

É uma campanha nas redes sociais, vai durar toda a semana, com vídeos, e para todo o público. É a campanha “ativos virtuais, riscos reais”, dividida em três vídeos: um sobre as criptos como meios de pagamentos, depois as criptomoedas e as diferenças face ao eurodigital que está em estudo e depois a limitação das competências das autoridades sobre esta matéria.

A campanha é da autoria do Banco de Portugal e é uma das iniciativas que ocorrerá durante a Semana Mundial do Investidor, que se realiza em grande parte do mundo e que tem como missão promover a literacia financeira e a proteção do investidor. Em Portugal, é organizada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a que se associam associações financeiras e os reguladores nacionais, e vai contar com eventos até dia 7, iniciando-se já este dia 3.

Aliás, o arranque foi com o toque do sino na Bolsa de Lisboa, pelas 8h00 desta segunda-feira, e em todos os mercados da gestora bolsista Euronext (Amesterdão, Bruxelas, Dublin, Milão, Oslo e Paris). Haverá mais toques de sino, mas a horas distintas. A semana, organizada pela IOSCO, a associação que junta autoridades do mercado de capitais, conta com a adesão de mais de 100 países participantes, das Filipinas aos Camarões, passando pela China ou Guiné (o mapa está aqui).

Por exemplo, no Brasil, na terça-feira, já dois dias depois das eleições presidenciais, discutir-se-á a relação do metaverso e do mercado de capitais. Internacionalmente, as cripto também serão um tema.

Este é o sexto ano em que a edição se realiza, acontece desde 2017, sendo que a semana tem agora mais valências do que inicialmente teve na primeira edição em Portugal: houve trabalhos da CMVM com bibliotecas municipais e alguns workshops, mas os dias agora são mais preenchidos.

Agora, há conferências online para discutir as finanças sustentáveis, a crise energética, sessões para explicar instrumentos de poupança, workshops, alguns dos quais com o público em geral como alvo, outros mais dirigidos a estudantes.

Tudo para inverter a iliteracia financeira nacional. Um estudo do Banco Central Europeu divulgado este ano colocou Portugal no último lugar entre 19 países do euro, numa lista em que é seguido pelo Chipre, e em que Alemanha e Países Baixos lideram.


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