Economia

Taxa de juro no crédito à habitação volta a subir em agosto

20 setembro 2022 11:07

joão carlos santos

Em agosto os juros para compra de casa subiram pelo quinto mês consecutivo, para 1,011%. O capital médio em dívida em Portugal subiu 345 euros, para 60.750 euros, revelou o INE

20 setembro 2022 11:07

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação em Portugal subiu para 1,011% em agosto (contra 0,912% em julho), segundo mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta terça-feira. Desde abril que esta taxa não para de subir.

Se olharmos apenas para os contratos celebrados nos últimos três meses o aumento é mais expressivo. Neste caso, a taxa de juro subiu de 1,289% em julho para 1,523% em agosto, indica ainda o gabinete estatístico.

A taxa de juro média inclui, além da aquisição de habitação, os juros para construção e reabilitação. Assim, se analisarmos apenas o financiamento de aquisição de habitação, “o mais relevante no conjunto do crédito à habitação” segundo o INE, "a taxa de juro implícita para o total dos contratos subiu para 1,027% (mais 9,9 pontos base face a julho)", sendo que, nos contratos celebrados nos últimos 3 meses para aquisição, a taxa de juro subiu para 1,528%.

Apesar de a aquisição ser o mais relevante, também houve aumento das taxas de juro nos contratos de "reabilitação de habitação" (subiram para 1,184%) e de “construção” (para 0,828%).

A prestação média subiu para 268 euros, mais quatro euros que em julho. Do total da prestação, 51 euros (19%) correspondem a pagamento de juros e 217 euros (83%) a capital amortizado. O valor total subiu, mas o valor médio de capital amortizado desceu um euro (era 218 euros em julho).

Nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, o valor médio da prestação subiu para 445 euros (mais 20 euros), dos quais 163 para pagamento dos juros.

O INE indica ainda que, no mês em análise, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 345 euros, fixando-se em 60.750 euros. E nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, o montante médio do capital em dívida foi 128.092 euros, mais 414 euros que em julho.

Notícia atualizada às 11h32