Economia

Galp e Northvolt escolhem gestor da Secil para liderar negócio do lítio

15 setembro 2022 12:57

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

Manuel de Sousa Martins, presidente executivo da Aurora Lithium.

d.r.

A Aurora Lithium, uma aliança entre a Galp e a Northvolt, vai ser liderada por Manuel de Sousa Martins, que era presidente executivo da Secil Portugal e agora ficará à frente da nova empresa de produção de lítio

15 setembro 2022 12:57

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A Galp e a Northvolt, que detêm a empresa conjunta Aurora Lithium, selecionaram como presidente executivo (CEO) desta sociedade Manuel de Sousa Martins, até aqui presidente executivo da Secil Portugal.

“Manuel de Sousa Martins foi administrador executivo do grupo Secil e CEO da Secil Portugal, acumulando uma vasta experiência na gestão de grandes projetos industriais, mas também um conhecimento profundo sobre a região de Setúbal, onde tanto a Secil como a Aurora estão localizadas”, sublinha a Galp em comunicado.

Antes de ter passado pelo grupo Secil e pelo grupo Semapa, o gestor trabalhou nas áreas de retalho, telecomunicações, energias renováveis e petroquímica. Passou por Madrid, Londres, Paris, Montreal, São Paulo e Curitiba.

Manuel de Sousa Martins ficará agora à frente de um dos projetos emblemáticos da estratégia da Galp de diversificar o seu negócio, historicamente centrado nos combustíveis fósseis. Além do lítio, a Galp também tem estado a investir na energia solar, à semelhança de outras companhias petrolíferas.

A unidade industrial que a Aurora Lithium projeta para Setúbal terá uma capacidade inicial de produção de hidróxido de lítio de 28 mil a 35 mil toneladas por ano.

As operações desta unidade devem arrancar até ao final de 2025, segundo a Galp. O volume inicialmente previsto deverá ser suficiente para o fabrico de 700 mil baterias para carros elétricos por ano, de acordo com a apresentação feita em dezembro do ano passado pela Galp e Northvolt.

O projeto de lítio das companhias portuguesa e sueca deverá envolver investimentos em torno dos 700 milhões de euros.