Economia

Galp mais do que triplicou a margem de refinação no segundo trimestre

13 julho 2022 7:16

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

Foto: Galp Energia

A margem de refinação da Galp no segundo trimestre mais do que triplicou e atingiu os 22,3 dólares por barril, à semelhança da tendência na indústria petrolífera, revelou a empresa portuguesa

13 julho 2022 7:16

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A Galp Energia mais do que triplicou a sua margem de refinação no segundo trimestre, para um valor histórico de 22,3 dólares por barril, que compara com 6,9 dólares por barril no primeiro trimestre, e com 2,4 dólares no segundo trimestre do ano passado.

O disparo refletiu a subida generalizada das margens das petrolíferas no negócio de refinação (a Repsol também teve um aumento similar), à boleia do efeito da guerra na Ucrânia, que comprimiu a oferta global de alguns refinados, como o gasóleo, puxando pela sua cotação e elevando a margem de quem refina.

O processamento de matérias-primas na refinaria da Galp também cresceu 5% face ao trimestre anterior e 9% em termos homólogos, para 22,9 milhões de toneladas. Em comunicado ao mercado, com alguns indicadores operacionais, a Galp admite que este aumento de atividade na refinação "capturou o ambiente de mercado favorável no período".

O fornecimento de produtos petrolíferos da Galp cresceu 10% em cadeia e 11% em termos homólogos, mas os volumes transacionados de gás natural encolheram 5% face ao primeiro trimestre e caíram 23% em relação ao segundo trimestre do ano passado.

Também a produção petrolífera da Galp, em termos líquidos, diminuiu 9% do primeiro para o segundo trimestre, para 118,1 mil barris por dia, o que refletiu uma concentração de atividades de manutenção no período de abril a junho.

O negócio de exploração e produção ficou ainda marcado pelo registo de imparidades de 90 milhões de euros no Brasil.

A Galp apresentará os resultados do segundo trimestre ao mercado a 25 de julho.

A empresa antecipa já que espera "uma geração robusta de cash flow operacional", bem como uma redução da dívida líquida para um valor significativamente abaixo do EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações).