Economia

Economia na OCDE abranda fortemente no primeiro trimestre. Portugal regista o maior crescimento

23 maio 2022 11:00

A nova estimativa de crescimento da OCDE para o primeiro trimestre configura um abrandamento muito significativo face ao crescimento 1,2% registado no trimestre anterior

23 maio 2022 11:00

O crescimento nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) foi de 0,1% no primeiro trimestre de 2022 face ao anterior, de acordo com dados divulgados esta segunda-feira, 23 de maio. Esta estimativa configura um abrandamento muito significativo face ao crescimento em cadeia de 1,2% registado no trimestre anterior.

Portugal foi, entre os 38 países da OCDE, o país que maior crescimento do produto interno bruto (PIB) registou nos três primeiros meses do ano face ao trimestre anterior, com um crescimento em cadeia de 2,6%. Seguem-se a Áustria, com um crescimento de 2,5%; a Hungria e a Letónia, ambas com 2,1%.

Os países que registaram quedas em cadeia foram a Noruega (-1%); o Chile (-0,8%), Israel e a Suécia (ambos com -0,4%), e a Dinamarca (-0,1%).

Entre os países do G7, o crescimento do PIB foi negativo no primeiro trimestre de 2022, com uma queda em cadeia de 0,1% face a um crescimento de 1,2% no trimestre anterior. Nos Estados Unidos a quebra em cadeia foi de 0,4%, em Itália foi de 0,2%, e no Japão foi de 0,2%.

Em França o crescimento foi nulo, ao passo que no Reino Unido e no Canadá o crescimento foi a um ritmo menor do que o do trimestre anterior, com 0,8% e 1,4%, respetivamente.

Na OCDE, a Alemanha foi o único país do G7 que viu o crescimento acelerar de trimestre para trimestre, de uma quebra de 0,3% no último trimestre de 2021 para crescimento de 0,2% no primeiro trimestre de 2022.

No Reino Unido, Estados Unidos, e Japão, a grande razão para a degradação do crescimento do PIB foram mudanças na balança comercial, em parte devido à crise nas cadeias de abastecimento - apesar de nos dois primeiros o consumo interno ter recuperado.

Já em França, a quebra na procura eliminou o contributo positivo da balança comercial e da reposição de stocks.

No Reino Unido, a reposição de stocks teve um contributo positivo no PIB, e no Estados Unidos a redução das mercadorias armazenadas impactou negativamente o produto.