Economia

Norte recorre aos tribunais para travar empréstimo do Estado à TAP

19 junho 2020 23:00

David Dinis

David Dinis

Director-adjunto

Associação Comercial do Porto entregou providência cautelar no Supremo Tribunal Administrativo, para suspender financiamento da empresa. Objetivo: forçar o Governo a negociar e a TAP a inverter estratégia e a apostar mais no aeroporto Sá Carneiro. Plano B revelado na próxima semana

19 junho 2020 23:00

David Dinis

David Dinis

Director-adjunto

Mais um problema no caminho da TAP: esta sexta-feira, a Associação Comercial do Porto (ACP) interpôs uma providência cautelar para suspender a injeção de €1,2 mil milhões prevista no Orçamento suplementar e negociada com Bruxelas. A ação, entregue no Supremo Tribunal Administrativo (STA), tem como base a opção “reiterada” da empresa em privilegiar o aeroporto de Lisboa e, em consequência, em concentrar todos os benefícios desse financiamento público numa só região do país. E, sendo aceite, deixa suspensa a ordem de transferência até haver decisão do juiz sobre os fundamentos da providência.

“Não pode haver injeção do Estado enquanto não for assegurado que a TAP serve o interesse nacional no seu todo e não apenas a região de Lisboa”, diz ao Expresso o presidente da ACP. Nuno Botelho sublinha que teve “várias reuniões” com a administração da empresa e explica que dá este passo judicial porque a viu intransigente: “Mesmo depois da oposição geral ao primeiro plano de retoma dos voos, o novo plano mantém 96% dos voos internacionais a sair de Lisboa.” Na prática, as mudanças foram poucas: do plano de maio para o de junho, os voos internacionais a partir do Porto passam de 2,6% do total dos previstos para 3,9%.

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