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Siemens Portugal exporta para 56 países e lucra 33,7 milhões de euros

ARND WIEGMANN/REUTERS

Exportações cresceram 4,6% no ano fiscal de 2018, atingindo os 122,8 milhões de euros e dando um importante contributo ao aumento das receitas

Pedro Lima

Pedro Lima

Editor-adjunto

A Siemens Portugal teve lucros de 33,7 milhões de euros no ano fiscal de 2018, correspondente aos meses entre outubro de 2017 e setembro de 2018. Trata-se de um aumento de 120,6% face a igual período do ano passado e que vem na linha do que tinha acontecido em 2017, ano em que o crescimento tinha sido de 168%.

A empresa alcançou vendas de 319 milhões de euros, o que representa um aumento de 6,6%, o que reflete um bom desempenho “em toda a linha de negócios nas áreas da indústria, energia, mobilidade e tecnologias para edifícios”.

O avanço de 4,6% nas exportações, para os 122,8 milhões de euros, teve um papel determinante nos resultados e nas receitas da Siemens em Portugal, nomeadamente “através dos seus centros de serviços partilhados e centros de competências de engenharia e de tecnologias de informação”, explica a empresa, que vendeu para 56 países serviços relacionados com a Internet das coisas, aplicações cloud, big data, análise de dados, cibersegurança, finanças, recursos humanos, imobiliário, entre outras. “Também a fábrica de Corroios contribuiu para as exportações da filial portuguesa, exportando 85% dos quadros elétricos que produziu, para países como a Alemanha, Republica Checa, Holanda, Suíça, Bulgária, Áustria ou a Bélgica”, diz a Siemens em comunicado.

Ao Expresso, Pedro Pires de Miranda, presidente executivo da Siemens Portugal, referiu, em declarações enviadas por escrito, que “o volume de negócios mais significativo foi nas áreas tecnológicas da produção, transmissão e distribuição de energia e da transição energética, e, transversalmente, dos serviços digitais e de engenharia. Neste âmbito, criámos, em 2018, 311 novos postos de trabalho altamente qualificados para fazer face a um maior dinamismo das atividades nas áreas das tecnologias da informação, das engenharias e dos centros de serviços partilhados”.

Exportações vão continuar bem

“No futuro, vamos manter o enfoque na boa execução de projetos e na otimização de custos, incluindo uma maior eficiência dos processos”, afirmou. O mesmo responsável refere que vai continuar a estratégia de “enfoque na digitalização, nas parcerias com os clientes, nos laboratórios aplicacionais, nas exportações e no crescimento dos centros de competência internacionais e reforço do Lisbon Tech Hub”.

“Perspetivamos para 2019 um bom ano na área da exportação, transversal a todas as áreas de negócio, alavancado na criação de 250 novos postos de trabalho para recém-licenciados e profissionais altamente qualificados. Até 2020, e como anunciámos em Novembro, este número irá chegar aos 400 novos postos de trabalho”, adianta o presidente da Siemens Portugal.Tivemos um arranque positivo já este ano, e estamos bem preparados para concorrer aos novos desafios e projetos de infraestruturas que foram anunciados para o país. Estamos também muito empenhados em reforçar o nosso centro de competências mundial de microredes e armazenamento de energia, cuja equipa de engenharia e tecnologias de informação vai crescer para as 50 pessoas".

“Iremos continuar a investir em laboratórios aplicacionais e centros de experimentação em Lisboa, na zona centro do país e no Porto, e no aumento da nossa capacidade fabril”, acrescenta.

Especificamente no que respeita às exportações, o responsável da Siemens Portugal diz que vai haver um reforço de “todas as equipas ligadas aos mercados externos”. No exterior, “surgem todos os anos novas oportunidades de negócio nas áreas aeroportuárias e portuárias, de modernização de centrais a gás de ciclo combinado, das redes elétricas inteligentes e da mobilidade elétrica”. A Siemens portuguesa exporta para geografias que “vão do Médio Oriente à América Latina e passam invariavelmente pela Europa. A nossa aposta é ter, através das equipas de engenharia que compõem os nossos centros de competências, um elevado grau de prontidão e disponibilidade para responder às solicitações destes mercados e um ótimo relacionamento com as nossas congéneres nesses países”.

A Siemens Portugal atua em alguns países lusófonos. Pedro Pires de Miranda refere que “os mercados de Angola, Moçambique e Cabo Verde continuam muito sólidos, através, não só, dos nossos clientes tradicionais, mas também dos projetos que temos ganho para o fornecimento de serviços para as plataformas off shore de petróleo em Angola. Em Moçambique, temos colaborado ativamente em projetos com as empresas Hidroeléctrica de Cahora Bassa e Empresa de Electricidade de Moçambique (EDM), entre outras”.