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Governo e OCDE às turras por causa da corrupção

tiago miranda

Pela mão da equipa do ex-ministro Álvaro Santos Pereira, a corrupção surge pela primeira vez em foco num relatório da OCDE sobre a economia portuguesa. Governo considera forçado e assente em preconceitos

A cada dois anos a OCDE publica um relatório sobre a economia portuguesa que, fruto do seu tom temperado e da previsibilidade das suas recomendações, não costuma suscitar grande alvoroço. Este ano, contudo, a situação arrisca-se a ser diferente por causa da corrupção, um tópico novo, escolhido pela equipa de Álvaro Santos Pereira, que o Governo considera forçado, pouco sustentado e que deixa Portugal mal na fotografia. Nos bastidores a tensão tem sido grande e ao Expresso, o ministro Augusto Santos Silva, não comentando o que ainda não é oficial, sempre vai admitindo que “se o relatório fosse transformado numa simples listagem de ideias feitas, perceções, estereótipos, seria muito errado e Portugal teria de protestar”.

No centro da polémica está o Economic Survey, um radar que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) lança sobre a economia portuguesa, e onde, a cada dois anos, se escolhe um tema em específico para analisar. Na edição de 2019, alinhavada para sair em fevereiro ou março, os dois grandes assuntos escolhidos pela equipa liderada por Álvaro Santos Pereira são a competitividade das exportações e a relação entre o sistema de Justiça e a atividade económica e é no âmbito deste segundo capítulo que a corrupção figura como um subtópico em análise.

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