Diário

Missas só com máscara e Fátima sem peregrinos

d.r.

O levantamento das restrições impostas às celebrações religiosas por causa da Covid-19 poderão surgir em maio. Mas serão pequenas e, sobretudo, não vão abranger a maior cerimónia da Igreja portuguesa: Fátima não vai ter peregrinos. Isso está garantido. Catequese não regressa e missas só deverão ter 1/3 das presenças, com todos os fiéis obrigados a usar máscara

20 abril 2020 18:21

Rosa Pedroso Lima

Rosa Pedroso Lima

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Jornalista

Será por teleconferência que os oito membros do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) — um padre e sete bispos — vão decidir, esta terça-feira, como pode a Igreja levantar algumas das restrições impostas. Desde 13 de março que os bispos portugueses decidiram cancelar todas as celebrações religiosas presenciais e, com os sinais de abrandamento do surto da Covid-19, está agora em cima da mesa um "regresso à normalidade". Ou, por outra, "a uma nova normalidade", disse o presidente da CEP, D. Manuel Clemente. Nada, para já, poderá ser como dantes.

A ideia de que "não podemos correr riscos" foi já por diversas vezes expressa pelos mais altos responsáveis da Igreja portuguesa. E, se esta segunda feira, no encontro do primeiro-ministro com o Patriarca de Lisboa foi posto em cima da mesa a possibilidade de um abrandamento das limitações impostas, a Igreja está longe de querer avançar já para uma abertura total. O facto de uma grande maioria dos fiéis que assistem às missas serem idosos, coloca grande pressão sobre os decisores, que temem pelo acréscimo de infeções entre um grupo considerado de alto risco.

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