Diário

O desafio de levar António Variações ao grande ecrã

António Variações deixou um legado e uma postura que o tempo não esqueceu

joão pina

Apesar de não termos a multidão de “personalidades” de outras paragens, não faltam na música portuguesa “personagens” capazes de enfrentar o desafio do cinema... Estamos longe de saber se “Variações” é um primeiro passo para mais apostas do género. Mas é um bom passo. E tem tudo para cimentar tanto o legado do músico como a solidez do ícone que o tempo não esqueceu

21 agosto 2019 18:20

Tal como António Variações esperou anos a fio para ver um primeiro disco seu ser editado, também “Variações”, o filme que agora o retrata (e chega esta quinta-feira às salas) foi um processo moroso, com pausas e longas esperas... Passaram 15 anos entre o momento em que o realizador João Maia sentiu vontade de contar a história de António Variações e o verão de 2018, em que a rodagem do filme finalmente ganhou fôlego entre Lisboa e o Minho (onde o cantor nasceu, em 1944). A espera é agora compensada, com “Variações” a chegar às salas de cinema em clima de grande expectativa e já com uma primeira etapa de comunicação bem-sucedida quando, durante o festival NOS Alive, a banda que recriou as canções (com o próprio ator Sérgio Praia, que veste a pele de António Variações), deu concertos diários que arrebataram boas opiniões. Os concertos eram como um cartão de visita. Um bom cartão de visita. O filme, naturalmente, vai ainda mais longe. Mas está longe de ser um mero alinhavado de episódios com uma banda sonora feita de canções que habitam há muito a nossa memória coletiva.

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