Cultura

Morte de Godard: Marcelo Rebelo de Sousa lembra cineasta com saudade

13 setembro 2022 13:30

Marcelo Rebelo de Sousa

manuel de almeida/lusa

"Os cinéfilos portugueses, e em particular os que estiveram direta ou indiretamente ligados ao nosso Cinema Novo, devem-lhes, a Godard e aos outros, um forte desejo de experimentação, ousadia e liberdade", realça o PR

13 setembro 2022 13:30

O Presidente da República lembrou hoje com saudade o cineasta Jean-Luc Godard, afirmando que a Nova Vaga marcou a sua juventude, e considerou que a sua morte "simboliza a morte de uma certa ideia de cinema".

O cineasta franco-suíço Jean-Luc Godard, aclamado por filmes como "O Acossado", de 1960, morreu hoje, aos 91 anos, noticiou o jornal francês Libération, citando fontes próximas.

Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa, nascido em 1948, refere que "era jovem durante as décadas em que se revelaram os cineastas franceses da Nova Vaga".

O chefe de Estado afirma não esquecer o "salto em frente" que representou "aquele cinema vivo e inventivo", que marcou sobretudo "estudantes universitários, críticos, jornalistas, escritores, artistas", tão diferente do que tinham visto antes.

"Os cinéfilos portugueses, e em particular os que estiveram direta ou indiretamente ligados ao nosso Cinema Novo, devem-lhes, a Godard e aos outros, um forte desejo de experimentação, ousadia e liberdade", realça.

O Presidente da República acrescenta que da geração da Nova Vaga francesa, Jean-Luc Godard "teve a carreira mais longa, mais diversa e, a vários títulos, mais radical" e conclui: "A sua morte, nomeadamente para quem é do tempo de 'O Acossado' ou 'Pedro, o Louco', simboliza a morte de uma certa ideia de cinema".