Covid-19. Por que motivo se fala mais em distanciamento social do que físico? É uma “opção política que cumpre uma função”
10.08.2020 às 20h02
Inicialmente aconselhado pela Organização Mundial de Saúde e incorporado pelos governos dos vários países, o distanciamento social foi rapidamente replicado e entrou no léxico e na prática globais. Mas a distância social tem uma carga maior do que, por exemplo, a distância física. A opção pelo ‘social’ foi um equívoco ou uma decisão consciente? E após os primeiros meses de pandemia, ainda faz sentido insistir no ‘social’ quando se fala de distanciamento?
Jorge Mantilla/NurPhoto/Getty Images
“A ideia de distanciamento social é uma forma de reforçar que há uma mudança de paradigma em termos de interação entre os indivíduos”, analisa ao Expresso o sociólogo Nuno Dias, do DINÂMIA’CET-IUL – Centro de Estudos sobre a Mudança Socioeconómica e o Território. “A noção de novo normal, que rapidamente se disseminou, equivale a uma nova norma e o processo de mudança de comportamentos nem é homogéneo nem acontece sem resistência”, acrescenta. Numa fase de “maior incerteza relativamente às dinâmicas de transmissão do vírus”, sublinha, “o novo normal implicaria uma reaprendizagem do que é expectável de interação social”.
Artigo Exclusivo para assinantes
No Expresso valorizamos o jornalismo livre e independente
Comprou o Expresso?
Use o código de acesso presente na Revista E para continuar a ler