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PRR: Distrito de Coimbra supera 350 milhões de euros de investimento

PRR: Distrito de Coimbra supera 350 milhões de euros de investimento
José Fernandes

Até ao final de abril, o Plano de Recuperação e Resiliência injetou 43 milhões de euros dos mais de 350 milhões de euros de apoios já aprovados a este distrito

Famílias, empresas e demais entidades públicas e privadas do distrito de Coimbra viram aprovados mais de 350 milhões de euros no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Pelas contas da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, que coordena o PRR, este distrito recebeu 43 milhões de euros até ao final do mês de abril.

O contador do PRR continua a subir, à medida que os adiantamentos da ‘bazuca’ europeia são processados aos responsáveis pela execução dos investimentos no terreno.

A capital do distrito – Coimbra – responde por dois terços dos fundos aprovados (233 milhões de euros). Seguem-se Figueira da Foz (39 milhões de euros), Oliveira do Hospital (26 milhões de euros) e Cantanhede (17 milhões de euros). No extremo oposto, estão quatro concelhos onde o investimento aprovado não chega a um milhão de euros: Vila Nova de Poiares, Penela, Pampilhosa da Serra e Soure.

Quanto aos pagamentos, três em cada cinco euros dos apoios da ‘bazuca’ europeia estão a ser injetados através da capital do distrito. Tirando Coimbra, Figueira da Foz, Oliveira do Hospital e Cantanhede, nenhum outro concelho recebeu mais de um milhão de euros até ao final de abril.

Projetos aprovados

O distrito de Coimbra destaca-se pelo número de projetos ligados ao desenvolvimento de bens e serviços inovadores, através da integração de empresas e entidades do sistema científico e tecnológico em grandes consórcios nacionais, como é o caso das Agendas do PRR para a Inovação Empresarial.

Eis uma lista dos principais projetos aprovados em cada concelho.

Os maiores projetos aprovados no concelho de Coimbra são: os investimentos nas redes nacionais dos cuidados integrados e paliativos, a cargo da Administração Regional de Saúde do Centro; a criação do primeiro polo tecnológico de inovação, translação e industrialização dedicado a medicamentos injetáveis complexos (CiNTech), a cargo da Universidade de Coimbra; e o projeto da Neuraspace para criação de uma nova cadeia de valor na economia do espaço, mais concretamente na gestão de tráfego espacial.

Na Figueira da Foz, a lista é encabeçada por dois investimentos a cargo da SeaPower - Associação para o desenvolvimento da Economia do Mar. Outro investimento municipal em destaque é a reabilitação de fogos na Av. Saraiva de Carvalho.

Oliveira do Hospital está a apostar os fundos do PRR nas energias renováveis e valorização da zona industrial, no laboratório colaborativo para a economia circular Cecolab ou no campus de tecnologia e inovação BLC3.

Em Cantanhede, os maiores projetos inovadores são encabeçados pela associação AccelBio, pelas empresas Gum Rosin, Gum Chemical Solutions, Kemi - Pine Rosins Portugal ou pela Biotrend - Inovação e engenharia em biotecnologia.

Em Penacova, Tábua e Góis, a lista dos maiores investimentos patrocinados pelo PRR também é encabeçada por empresas integrantes de consórcios inovadores, seja para o sector das duas rodas, das fileiras de tecnologias da produção ou da resina. Em Soure, lidera a descarbonização industrial.

Destaque para a remodelação do Museu Monográfico de Conímbriga, em Condeixa-a-Nova. Em Mira, as maiores obras do PRR são no Centro de Saúde. E em Penela, também.

Já em Montemor-o-Velho, o maior investimento é a ampliação do edifício do Complexo Social Sénior, a cargo da Casa do Povo de Abrunheira. Na Lousã, as maiores obras são da Santa Casa da Misericórdia e Hospital de S. João da Vila da Lousã.

Em Arganil e Pampilhosa da Serra, a lista dos investimentos do PRR é encabeçada pela reabilitação de alojamentos. Em Miranda do Corvo, pelas obras de reformulação do espaço público. Em Vila Nova de Poiares, o maior projeto do PRR é dinamizado pelo Centro de Convívio do Carvalho.

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