Consumidores de canábis têm menos problemas de colesterol e depressão, diz novo estudo
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O primeiro estudo feito em Espanha sobre indicadores de saúde pública em consumidores de canábis, conclui que os mesmos têm “menos problemas de colesterol, pressão arterial e depressão do que a população em geral, e reduziram o uso de medicamentos em mais de 30%”.
Por outro lado, tem mais problemas de sono, refere o Jornal espanhol "Publico.es".
“O canábis é a substância ilícita mais consumida em Espanha”
O jornal refere que, de acordo com a última Pesquisa de Álcool e Drogas, EDADES 2022: “40,9% da população dos 15 aos 64 anos afirma que já a consumiu alguma vez na vida"

Porem, é possível ler-se também que o percentual de consumidores de canábis “é reduzido para 10,6% no caso dos que usaram no último ano e 8,6% no último mês”.

A idade media de início do consumo é a de 18 anos, sublinha o artigo no jornal.

O estudo em questão, foi feito por investigadores do Departamento de Psicologia Biológica e da Saúde da Universidade Autónoma de Madrid e da organização Iceer.

O objetivo principal foi, diz o Publico.es, “determinar se o uso de canábis constitui um problema de saúde pública - principal motivo pelo qual o uso desta planta é proibido”.

Para isso foi utilizado “um sistema semelhante ao da Pesquisa Nacional de Saúde que é realizado a cada cinco anos. E que inclui os efeitos do tabaco e do álcool na população”.
A pesquisa baseou se em 419 consumidores habituais na Catalunha com idades entre os 15 e os 64 anos, dos géneros masculino e feminino.
“A média de idades dos participantes foi de 33 anos, sendo a maioria utilizadores de clubes de canábis e trabalhadores de serviços, comercio e administrativos”, de acordo com o jornal espanhol.
Segundo os autores da investigação, como pode ler se no jornal espanhol,“os consumidores de canábis registam melhores indicadores em termos de perceção positiva da sua saúde (88,2% contra 81,5% da população em geral), massa corporal (67% vs. 42%), problemas de colesterol/pressão arterial (7,4 vs. 18,3), presença de doenças crónicas (21,2 vs. 55,1) e limitações físicas na atividade diária (14,4 contra 21,3).”

Ainda assim, os investigadores sublinham que “Embora essas diferenças não possam ser atribuídas apenas ao uso de canábis, elas sugerem que os consumidores regulares dessa droga não experimentam efeitos nocivos relevantes em termos de indicadores fundamentais de saúde geral”, lê-se no diário espanhol.
Os autores do estudo consideram que as suas conclusões devem ser consideradas “como outra evidência para avaliar uma possível legalização” da canábis, diz o artigo espanhol.

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