COP27

COP27: discutir o futuro da humanidade entre a “ambição” e a “hipocrisia”

6 novembro 2022 11:14

Carla Tomás

Carla Tomás

textos

Jornalista

Em 2021 registaram-se os mais elevados níveis de concentração de metano de sempre (262% acima dos da era pré-industrial), seguidos de concentrações de dióxido de carbono (149% acima)

getty images

Em Sharm-el-Sheik aguarda-se por ações que travem a derrapagem climática global

6 novembro 2022 11:14

Carla Tomás

Carla Tomás

textos

Jornalista

Já poucos acreditam que se irá conseguir limitar a subida da temperatura média global a 1,5°C até ao final do século. O mundo já aqueceu 1,2°C e deverá subir mais 0,3°C nos próximos cinco anos, isto pelas projeções da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Entretanto, só nas últimas três décadas (entre 1991 e 2021) as temperaturas na Europa aumentaram a uma taxa média de mais 0,5°C por década, o que representa o dobro da média mundial, segundo o relatório “Estado do Clima na Europa”, divulgado esta semana.

Os efeitos desta subida são visíveis em 2022, quando se observam eventos extremos como as ondas de calor na Europa, no mais quente verão dos últimos 500 anos, as chuvas torren­ciais que inundaram um terço do Paquistão, a seca de quatro anos que deixa milhões à fome nos países do Corno de África ou a devastação deixada pelo furacão “Ian” nos Estados Unidos da América. “Nenhum país e nenhuma economia estão imunes à crise climática”, lembrou recentemente o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.