Tecnologia

LinkedIn alerta que dados de utilizadores foram extraídos e colocados à venda

9 abril 2021 17:40

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A rede social assegura que “não foi uma violação de dados” por parte da própria plataforma. Podem estar em causa 500 milhões de perfis

9 abril 2021 17:40

Alguns dados de utilizadores do LinkedIn foram recolhidos da plataforma e colocados à venda, alertou a rede profissional da Microsoft com base numa investigação. Os dados em causa incluem os perfis publicamente visíveis.

Numa publicação na sua página, o LinkedIn assegura que “não foi uma violação de dados” por parte da própria plataforma e que não foi visado “nenhum dado de uma conta privada”. A informação que está à venda “trata-se, na realidade, de uma agregação de dados de vários sites e empresas”, detalha.

O LinkedIn não adiantou quantos utilizadores foram afetados no total, no entanto, a CyberNews indica que estão em causa dados de 500 milhões de perfis. As informações terão sido colocadas à venda num site popular entre piratas informáticos.

Segundo esta publicação de cibersegurança e tecnologia, os dados visados incluem o nome de utilizador, email, número de telefone, género, cargo profissional ou links para outras redes sociais.

Também no início desta semana, o Facebook informou que "atores maliciosos" tinham obtido dados pessoais de mais de 530 milhões de utilizadores, anteriores a setembro de 2019. As informações foram recolhidas e tornadas públicas numa base de dados.

“É importante compreender que os atores maliciosos obtiveram estes dados não através da pirataria informática dos nossos sistemas, mas extraindo-os da nossa plataforma antes de setembro de 2019”, justificou a rede social em comunicado.

O Facebook acrescentou que o “scraping” - a cópia indevida de dados - é um exemplo da "relação adversa" que as gigantes tecnológicas têm com os "que violam intencionalmente as políticas de plataforma para roubar serviços da Internet".