Religião

Cáritas Portuguesa perspetiva quebra de doações em campanha da Quaresma

Presidente da Cáritas Portuguesa, Rita Valadas
Presidente da Cáritas Portuguesa, Rita Valadas
Lusa

Os valores angariados pela Cáritas na campanha nacional que decorreu na semana antes do terceiro domingo da Quaresma terão diminuído face a anos anteriores, calcula a organização ligada à Igreja Católica

A Cáritas Portuguesa prevê que o valor angariado - "ainda não totalmente apurado" - durante a campanha nacional que aconteceu na semana antes do terceiro domingo da Quaresma (12 de março) tenha decrescido face a anos anteriores, anunciou este domingo, 26 de março, a entidade.

"Este decréscimo representa para a rede nacional da Cáritas um esforço na resposta às solicitações que aumentam, nomeadamente, para o pagamento de despesas relacionadas com a habitação, água, luz e saúde", lê-se num comunicado publicado no site da instituição ligada à Igreja Católica que atua em serviços de proximidade com mais necessitados, em paróquias e comunidades.

A indicação de haver menos doações surgiu durante o Conselho Geral da Cáritas Portuguesa que decorreu entre sexta-feira e este domingo, na Diocese de Santarém.

De acordo com o comunicado divulgado neste domingo, durante os dois dias de reunião, foram destacadas as preocupações sobre as respostas à emergência social provocada pelas crises e às situações de emergência internacional.

No sábado, os conselheiros da Cáritas aprovaram o Relatório de Atividades e de Contas do ano passado.

O organismo indicou ainda que na última sessão de trabalhos a coordenadora da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza (ENCP) 2021-2030, Sandra Araújo, apresentou o conceito de "Economia de Bem-Estar", que tem como eixos o combate à pobreza, a promoção de emprego, a integração dos jovens na sociedade e a coesão territorial.

O Conselho Geral da Cáritas Portuguesa determinou também que a primeira reunião de conselheiros de 2024 vai decorrer na Diocese do Algarve.

Na passada sexta-feira, a Cáritas Portuguesa aprovou as medidas anunciadas pelo Governo para responder ao aumento do custo de vida, mas enfatizou que apenas "vão diminuir a situação de emergência social" e não a pobreza no país.

"Estas medidas não vão contribuir para diminuir as situações de pobreza, vão diminuir a situação de emergência social em que vivemos", disse à Lusa a presidente da Cáritas Portuguesa, Rita Valadas, assinalando que as medidas prometidas "vão eventualmente permitir" que algumas pessoas não entrem na pobreza e "diminuir a severidade das situações em que vivem as pessoas cada vez mais vulneráveis".

O Governo anunciou na sexta-feira a redução do imposto IVA dos bens alimentares essenciais, colocando a taxa em zero no cabaz de bens essenciais, um apoio mensal de 30 euros às famílias mais pobres e um complemento extraordinário de 15 euros por criança e jovem para os beneficiários do abono de família.

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