Ensino

Ministro apela ao fim das greves: “Fiz um apelo, muito claramente, ao fim da greve, não há razão para continuarmos com esta perturbação”

20 janeiro 2023 16:44

manuel de almeida

O ministro da Educação fez hoje um balanço positivo das negociações sobre a contratação e colocação de docentes e apelou para o fim das greves em curso

20 janeiro 2023 16:44

O ministro da Educação fez hoje um balanço positivo das negociações sobre a contratação e colocação de docentes e apelou para o fim das greves em curso, afirmando que já há pontos de entendimento com os sindicatos.

“Fiz um apelo, muito claramente, ao fim da greve. Se estamos a negociar, se estamos a trabalhar em conjunto e temos pontos em que já conseguimos perceber que vamos ter acordo, não há razão para continuarmos com esta perturbação continuada no sistema”, disse João Costa em declarações aos jornalistas.

O ministro da Educação e o secretário de Estado, António Leite, voltaram hoje a sentar-se à mesa com sindicatos do setor nas últimas reuniões da terceira ronda negocial sobre o regime de recrutamento e mobilidade de pessoal docente.

Em declarações aos jornalistas no final de mais de cinco horas de reuniões, João Costa fez um balanço positivo das negociações, afirmando que a tutela apresentou “mais de dez pontos que correspondem àquilo que têm sido as reivindicações sindicais”.

“Conseguimos mostrar às organizações sindicais vários passos de aproximação por parte do Ministério da Educação a algumas das questões que tinham sido levantadas nas últimas reuniões”, sublinhou.

No entanto, a maioria das organizações pareceu não partilhar o mesmo otimismo e, questionado sobre as reações dos sindicatos que decidiram prolongar as greves em curso, João Costa considerou que “não está a falhar nada em termos de negociação”.

“O que estamos a fazer é dar passos ao encontro da resolução de problemas de muitos professores”, disse o governante, reconhecendo que muitas das outras reivindicações dos sindicatos, além dos concursos, são legitimas, mas a prioridade do Governo foi, para já, focar-se na revisão do regime de recrutamento e mobilidade.