Coronavírus

Contagem decrescente para o fim da pandemia: o que vai mudar, em 10 perguntas e respostas

17 fevereiro 2022 14:58

Mara Tribuna

Mara Tribuna

Jornalista

Foto: Lusa

Testes continuam a ser precisos nas visitas a lares e a pacientes internados, e o certificado digital só será exigido no controlo de fronteiras. Teletrabalho deixa de ser recomendado, mas a máscara continua a ser obrigatória. As novas medidas anunciadas pelo Governo em dez perguntas e respostas

17 fevereiro 2022 14:58

Mara Tribuna

Mara Tribuna

Jornalista

“É um momento muito importante.” As novas medidas anunciadas esta quinta-feira pela ministra de Estado e da Presidência são “mais um passo para o regresso a uma vida normal”. Em conferência de imprensa depois do Conselho de Ministros, Mariana Vieira da Silva revelou as novas regras que entram em vigor “nos próximos dias”. Da testagem ao certificado digital, saiba o que muda.

É preciso teste para entrar em bares, discotecas e eventos?

Não, deixa de ser necessário apresentar um teste negativo à covid-19 para entrar em bares e discotecas, como acontecia até então. O mesmo se aplica no acesso a grandes eventos e recintos desportivos: deixa de ser obrigatório fazer um teste para entrar.

Os limites de lotação acabam?

Sim, são eliminados os limites de lotação em estabelecimentos, equipamentos e outros locais abertos ao público, passando agora à lotação normal.

O certificado digital mantém-se?

Apenas é preciso mostrar o certificado digital covid para efeitos de controlo de fronteiras. De resto, deixa de ser exigido. Isto significa que para entrar num restaurante, hotel, bar, discoteca ou qualquer outro espaço já não é necessário mostrar o certificado.

E o teste negativo é necessário em que situações?

O teste negativo à covid-19 continua a ser obrigatório apenas em dois casos: nas visitas a lares e nas visitas a pacientes internados em estabelecimentos de prestação de cuidados de saúde. No entanto, há duas exceções: quem apresentar o certificado de recuperação ou o certificado de vacinação completa com a dose de reforço não precisa de fazer o teste no “acesso a instituições onde estão pessoas de especial vulnerabilidade”, explicou a ministra.

A máscara continua a ser obrigatória? Quando?

Sim, o uso de máscara mantém-se obrigatório nos espaços onde ela é exigida atualmente. Isso inclui, por exemplo, transportes públicos, salas de aula, centros comerciais, espetáculos culturais, recintos desportivos ao ar livre como estádios de futebol, entre outros.

Como antecipou Mariana Vieira da Silva na conferência de imprensa, na próxima fase de alívio das restrições será possível largar finalmente a máscara, usando-a apenas em caso de sintomas ou em situações de maior risco.

O teletrabalho ainda é recomendado?

Não, o teletrabalho já não é recomendado.

Os testes continuam a ser comparticipados?

“Neste momento, ainda não há nenhuma decisão sobre os apoios aos testes de antigénio”, respondeu a ministra, quando questionada sobre a comparticipação dos testes rápidos à covid-19. “Agora é evidente que o número de testes que cada um de nós precisa obrigatoriamente de fazer vai baixar”, acrescentou.

Até agora, recorde-se, cada pessoa tinha – e ainda tem – direito a fazer sem quaisquer custos quatro testes por mês.

O que muda nos confinamentos?

Acaba o confinamento para contactos de risco, ou seja, só quem está infetado é que fica em isolamento: “apenas pessoas que testem positivo, tenham ou não sintomas”, esclareceu Mariana Vieira da Silva.

Quando é que as medidas entram em vigor?

“Aquilo que hoje aprovamos seguirá ainda hoje para Belém”, explicou. Apesar de não se comprometer com datas, a ministra afiança que a promulgação das novas medidas por parte do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, será “muito rápida” e feita “nos próximos dias”.

E quando serão levantadas todas as restrições?

Segundo a ministra de Estado e da Presidência, os especialistas preveem que dentro de cinco semanas Portugal atinja a meta definida pelos peritos para libertar todas as restrições: 20 mortes por milhão de habitantes, a 14 dias.