Coronavírus

Covid-19. Gregos só podem sair de casa a partir de sábado se fizerem o pedido por telemóvel e obtiverem autorização

6 novembro 2020 12:06

A cidade de Serres, na Grécia, a primeira onde foi decretado um segundo confinamento

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A Grécia decretou um confinamento duro por três semanas, de forma a 'salvar' o Natal. Ficam abertas apenas lojas essenciais, como farmácias e supermercados, e as pessoas só podem sair de casa por razões médicas, para trabalhar ou fazer exercício, e mesmo assim terão de pedir primeiro autorização

6 novembro 2020 12:06

A Grécia, para quem o confinamento sempre foi um último recurso, vai avançar com medidas duras envolvendo recolher obrigatório, para tentar controlar o pico de contágios por covid-19 no país. O confinamento, por três semanas, começa às 6h deste sábado e foi anunciado esta quinta-feira pelo primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, que alegou ter optado por "tomar medidas drásticas mais cedo que mais tarde".

Algumas das medidas decretadas para o confinamento na Grécia que durará três semanas:

- os estabelecimentos comerciais irão fechar na totalidade, à exceção de lojas essenciais, como supermercados alimentares ou farmácias. Os restaurantes só podem funcionar a fazer entregas de comida para fora;

- as pessoas terão de ficar confinadas em casa, e só poderão sair se pedirem previamente autorização às autoridades, via telemóvel. Razões médicas, trabalho ou a prática de exercício físico são exceções a este recolher obrigatório decretado, mas mesmo por estes motivos os gregos terão de pedir autorização;

- escolas primárias e creches continuarão abertas, ao contrário do que ocorreu no país na primeira fase do surto, na primavera. Nas escolas secundárias o ensino será feito à distância, tal como nas universidades (já o estavam a fazer);

- a Grécia não vai fechar as fronteiras, embora os passageiros que desembarquem no país tenham de apresentar um teste à covid-19 provando que não estão infetados

- trabalhadores que tenham ficado com a atividade suspensa receberão 800 euros mensais do Governo grego, num acréscimo de 300 euros ao que tinha vigorado na primeira fase do surto. Mitsotakis anunciou ainda que serão reforçados os benefícios de apoio aos desempregados.

A Grécia era um dos países europeus com menos casos da pandemia, foi um dos primeiros a adotar medidas de confinamento em maio, mas desde o início de outubro tem registado o nível de infetados em curva ascendente.

O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, alegou ter decidido tomar medidas duras de forma antecipada em novembro, de forma a salvaguardar o período do Natal.

A Grécia tem vindo a registar máximos de contágios diários por covid-19, que totalizaram 2915 infetados no espaço de 24 horas e 29 mortes, segundo os últimos dados reportados pelas autoridades de saúde esta quinta-feira. Desde o início da pandemia, a Grécia soma mais de 49,8 mil casos e 702 vítimas mortais devido ao novo coronavírus.