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Comboios sem paragem em Algés devido a inundação no túnel de acesso à estação

20 dezembro 2022 9:14

manuel almeida/lusa

As bilheteiras da estação estão encerradas e as máquinas de venda automática estão indisponíveis

20 dezembro 2022 9:14

Os comboios não estão a fazer paragens na estação de Algés, no concelho de Oeiras, na sequência da inundação do túnel de acesso dos passageiros, disse à Lusa fonte da Infraestruturas de Portugal (IP).

“Devido a inundação do acesso dos passageiros não é possível efetuar o serviço comercial na estação de Algés, ou seja, os comboios não efetuam paragem nesta estação”, indicou à Lusa fonte da IP.

Também a CP - Comboios de Portugal informou que, devido "às condições climatéricas adversas que se fizeram sentir em Lisboa, a Estação de Algés não garante condições de acesso, pelo que temporariamente os comboios não efetuam paragem nesta estação".

A empresa adianta ainda que pelo mesmo motivo, as bilheteiras da estação estão encerradas e as máquinas de venda automática estão indisponíveis.

Ainda no que diz respeito ao mau tempo e às Linhas Ferroviárias, a IP adianta apenas que como medida preventiva, os comboios na Linha do Douro estão a circular com velocidade máxima de 50 quilómetros por hora entre Marco de Canaveses e Pocinho.

Quanto à circulação nas estradas, a IP diz que até ao momento "não há situações de grande impacto".

Oito distritos de Portugal continental estão até às 09:00 de hoje sob aviso laranja, o segundo mais grave numa escala de quatro, devido à chuva forte e persistente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Estes oito distritos, de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal e Viseu, estão com aviso laranja até às 09:00, passando depois a amarelo até às 16:00.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou entre as 00:00 e as 07:15 de hoje 40 ocorrências em Portugal continental devido ao mau tempo, sobretudo quedas de árvores e pequenas inundações.

"Foi uma noite muito calma. Tivemos 40 ocorrências em Portugal continental, sobretudo nos distritos do litoral. Tratou-se de quedas de árvores e pequenas inundações da via pública", disse à Lusa o comandante Miguel Oliveira, da ANEPC.

De acordo com Miguel Oliveira, em Lisboa foram registadas naquele período oito ocorrências relacionadas com pequenas inundações da via pública.