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Sociedade

Ninguém quer viver debaixo de uma ponte: moradores do Porto protestam porque a nova travessia do Douro vai passar por cima das suas casas

Para os moradores, os impactos da nova ponte são mais do que negativos. A juntar ao impacto na paisagem e na qualidade de vida, há o valor dos imóveis que vão baixar, porque ninguém quer morar debaixo de uma ponte

Os moradores do bairro de Massarelos, no Porto, contestam a localização da nova ponte sobre o rio Douro que deve começar a ser construída ainda este ano. Queixam-se da falta de informação, temem pela segurança das casas e criticam os impactos da obra.

À medida que se aproxima a data para o início das obras de construção da oitava ponte sobre o rio Douro, aumentam as preocupações de quem sempre viveu em Massarelos.

A nova ponte, que vem de Gaia, vai passar por cima de algumas casas, escarpa acima, até chegar ao Campo Alegre. Pelo caminho, ainda vai atravessar o jardim de John Graham.

Na rota do romântico, com jardins, hortas, quintas e casas burguesas, o vale de Massarelos, que é um dos últimos redutos de sossego na cidade do Porto, nunca mais será o mesmo.

A nova ponte destinada à passagem do metro, bicicletas e pessoas terá 835 metros e ficará suspensa 70 metros acima do rio. Da mesma forma, vai fazer a ligação entre Casa da Música, no Porto, e Santo Ovídio, em Vila Nova de Gaia.

O orçamento para a construção é de 435 milhões de euros e tem de estar pronta em 2026 para cumprir os prazos do Plano de Recuperação e Resiliência.

Neste alojamento local, com vista privilegiada sobre o rio Douro, ainda não se sabe o que vai acontecer quando começarem as obras.

Para os moradores, os impactos da nova ponte são mais do que negativos. A juntar ao impacto na paisagem e na qualidade de vida, há o valor dos imóveis que vão baixar, porque ninguém quer morar debaixo de uma ponte.

Tem dúvidas, sugestões ou críticas? Envie-me um e-mail: clubeexpresso@expresso.impresa.pt

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