Sociedade

Morreu Rui Freire, antigo diretor do AutoSport, o homem apaixonado por automóveis "que metia toda a gente a mexer"

21 janeiro 2023 9:04

Rui Freire, jornalista especializado em desporto automóvel, e que foi durante 15 anos diretor do AutoSport, morreu nesta quinta-feira, aos 71 anos, de doença

21 janeiro 2023 9:04

Esta quinta feira morreu Rui Freire, diretor do AutoSport entre 1993 e 2008, a mais longa presença na direção, até hoje, na história dos 45 anos do jornal.

José Luís Abreu, jornalista da publicação, diz que “O Rui era um jornalista com uma enorme experiência, começou no jornal Motor, especializou-se em Fórmula 1, rumando depois ao AutoSport, em 1987. Quando o Pedro Castelo saiu, em 1993, passou a pasta ao Rui Freire, numa altura em que este era já chefe de Redação. Daí para cá, o Rui passou pelas grandes transformações do jornal, que nos anos 90 se tornou num ainda maior ‘gigante’ da imprensa especializada.”

Eterno apaixonado pela escrita e por automóveis, Freire começou no extinto jornal Motor, para depois integrar a redação do AutoSport, em 1987 — tinha a carteira profissional número 645. No mesmo testemunho emocionado sobre Rui Freire acrescenta que em 2001, com o surgimento da internet, as mudanças foram muitas, e foi nesse período que liderou grandes alterações levadas a cabo no AutoSport. “Quem com ele trabalhou não esquece a forma como metia toda a gente a mexer, e essencialmente o seu refinadíssimo humor. Algo absolutamente inesquecível. Marcou fortemente, sem exceção, todos quantos com ele trabalharam, e as histórias por que todos passaram davam para escrever vários livros.”

O amigo recorda ainda que nos últimos anos, já com saúde debilitada, eram muitas as vezes que falavam sobre Fórmula 1.

“Tendo-se mantido todos estes anos após a sua saída em 2008, sempre muito bem informado de tudo o que por lá se passava. A última corrida de F1 que vivemos juntos, com o Rui Freire como diretor, foi o GP do Brasil de 2008, já no edifício S. Francisco de Sales, onde hoje em dia é a SIC, e como não podia deixar de ser foi ele o primeiro a reparar no [automobilista alemão] Timo Glock entre as festas na Ferrari e na McLaren. É uma pessoa absolutamente inesquecível para quem com ele trabalhou. A marca que Rui Freire deixou nesta publicação é absolutamente inigualável”.

O corpo estará em câmara ardente, a partir das 17h deste sábado, na Igreja de S. Francisco de Assis, em Lisboa, com missa às 15h de domingo, seguida de funeral no Cemitério do Alto de S. João.