Sociedade

Contratos forjados, atestados de gravidez fictícios, empresas-fantasma: Estado é burlado em milhões de euros por falhas na Segurança Social

16 janeiro 2023 10:16

Hugo Franco

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Jornalista

Rui Gustavo

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São três os principais esquemas usados para burlar a Segurança Social. De empresas-fantasma criadas só para legalizar migrantes a salários inflacionados de um dia para o outro, vale tudo para enganar o Estado

16 janeiro 2023 10:16

Hugo Franco

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Rui Gustavo

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Adulai Baldé comprou uma pequena empresa de carpintaria sedeada em Coimbra e o seu primeiro ato de gerência foi declarar retroativamente à Segurança Social (SS) que a Rodrimouro, Lda., pagou durante um ano ordenados a 13 funcionários que teriam agora de ser despedidos, entrar em licença de maternidade ou ficar de baixa por doença. Recebiam mais de €3 mil de salário e o suposto empresário deu várias moradas onde a empresa tinha aberto sucursais, que, na verdade, correspondiam a casas particulares. Alguns dos trabalhadores moravam em Cabo Verde e na Guiné-Bissau e nunca trabalharam um dia que fosse na Rodrimouro, que, naturalmente, nunca fez qualquer desconto para a Segurança Social. A tentativa tosca de Adulai Baldé para sacar dinheiro ao Estado teria de ser facilmente descoberta e travada. Mas não foi isso o que aconteceu.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.