Sociedade

Militar da GNR condenado a seis anos de prisão efetiva por crimes contra imigrantes em Odemira

Advogado de Rúben Candeias, António Alves, disse que ainda vai analisar o acórdão do coletivo de juízes, antes de decidir se recorre da decisão, mas considerou-a, numa primeira análise, excessiva

O Tribunal de Beja condenou esta terça-feira a seis anos de prisão efetiva um dos sete militares da GNR julgados por crimes contra imigrantes no concelho de Odemira (Beja), enquanto os restantes foram condenados a penas suspensas.

Na sessão de leitura do acórdão, realizada esta tarde, o presidente do coletivo de juízes condenou os sete arguidos, a penas de prisão que, em cúmulo jurídico, variam entre um ano e três meses e os seis anos. Contudo, apenas o arguido que chegou a julgamento pronunciado por mais crimes (10), Rúben Candeias, foi condenado a prisão efetiva, a um cúmulo jurídico de seis anos.

Em declarações à agência Lusa, o advogado de Rúben Candeias, António Alves, disse que ainda vai analisar o acórdão do coletivo de juízes, antes de decidir se recorre da decisão, mas considerou-a, numa primeira análise, excessiva. "Só depois da leitura é que podemos aferir se temos bases para recorrer e em que moldes o vamos fazer", disse, frisando que "qualquer pena de prisão efetiva é excessiva".

Segundo António Alves, Rúben Candeias foi condenado por um total de sete crimes, um deles de sequestro agravado, cinco de ofensas à integridade física qualificada e um de abuso de poder, ou seja, "foi absolvido de três crimes de abuso de poder".

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