Sociedade

O patrão acusou Rui de “má-fé”, de ter “ego” e de “não andar nos carris”: o tribunal condenou a empresa a pagar €350 mil por assédio laboral

7 janeiro 2023 0:03

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista

oliver rossi

Supremo Tribunal de Justiça condenou a Simoldes a pagar uma indemnização histórica por considerar que o administrador assediou laboralmente Rui Pinho e Costa

7 janeiro 2023 0:03

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista

A última gota caiu numa manhã de outubro de 2018, durante uma apresentação na sala grande da Simoldes, um dos maiores grupos empresariais de Portugal, com mais de seis mil empregados no país e no estrangeiro e 34 empresas. Decorria uma reunião onde se mostravam os resultados (não muito bons) quando Rui Pinho e Costa, o quarto diretor mais bem pago do grupo, abriu o computador e, “como era hábito”, começou a tirar notas. Então, Rui Paulo Rodrigues, administrador e filho do fundador do grupo, António da Silva Rodrigues, ordenou-lhe que parasse, que aquela era altura “de ouvir” e não de “escrever”. Pinho e Costa não obedeceu. Há 20 anos que trabalhava no grupo e sempre tirou notas, porque isso facilitava-lhe “a concentração”. Além disso, “não” era “o único” a fazê-lo, disse apontando para os outros diretores e colaboradores presentes no local, que também tiravam apontamentos.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.