Sociedade

Aeroporto de Lisboa "tornou-se numa panela de pressão": turismo não quer "que o problema das acessibilidades aéreas nos rebente nas mãos"

Aeroporto de Lisboa
Aeroporto de Lisboa
Horacio Villalobos/Getty Images

Num congresso marcado pelo silêncio total em relação à TAP, o presidente da APAVT apelou a preservar “um hub que representa a nossa melhor capacidade de penetração nos mercados internacionais de longa distância”

É preciso “resolver o problema das obras” na Portela, e tomar decisões rápidas para avançar com um novo aeroporto em Lisboa, o que “já se transformou numa panela de pressão” - enfatizou Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT), no encerramento do congresso promovido pela associação em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel (Açores).

No congresso das agências de viagens, em que não se proferiu uma única palavra em relação à TAP (que o Governo já sinalizou intenções de privatizar), o presidente da APAVT deixou claro, no momento de encerramento dos trabalhos, que “não queremos que o problema das acessibilidades aéreas nos rebente nas mãos”.

Costa Ferreira enfatizou ainda que, sem avanços rápidos em relação à infraestrutura aeroportuária de Lisboa, a situação “fica difícil para um ‘hub’ que representa a nossa melhor capacidade de penetração nos mercados internacionais de longa distância”.

Apesar dos constrangimentos no aeroporto, o turismo em Portugal continuou a crescer em 2022, prevendo as agências de viagens fechar o ano em linha com os resultados de 2019, antes de ocorrer a pandemia de covid-19.

Evitar que “criminosos tomem conta dos processos de imigração”

Para 2023, o objetivo das agências é fazer um esforço para “manter o nível de preços” na oferta de viagens. E apesar da inflação e da conjuntura de guerra que se vive na Europa, “temos razões para acreditar na atratividade deste sector no futuro”, destacou Pedro Costa Ferreira.

Relativamente ao tema do pessoal e da falta de mão-de-obra no sector do turismo, a APAVT frisa continuar a exigir a “diminuição na carga fiscal em relação ao fator trabalho”, constatando que em muitos casos os salários brutos não são muito distantes dos que são praticados na Europa, mas baixam por efeito dos impostos.

“E não basta facilitar a imigração, temos de ter a capacidade de receber e formar quem está disponível para vir para Portugal trabalhar, e impedir que criminosos tomem conta dos processos de imigração”, concluiu o presidente da APAVT.

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