Sociedade

Educação: os professores dão aulas “muito condicionados” por exames e notas, e isso é mau para toda a gente

26 novembro 2022 23:35

Em Portugal, os exames nacionais realizam-se no final do 9º ano e no secundário

marcos borga

Estudo da Gulbenkian mostra que tipo de avaliação se privilegia em Portugal e como é lá fora

26 novembro 2022 23:35

Mais do que testes e exames, a legislação determina que a principal modalidade de avaliação dos alunos é a formativa, ou seja, aquela que permite ir recolhendo elementos sobre o que cada criança e jovem está a aprender e perceber assim o que já foi alcançado e o que há a melhorar. Mas, na prática, e olhando para o que relatam os professores, é a avaliação sumativa — os testes e as notas que deles resultam — aquela a que “gestores escolares, docentes, alunos e pais dão mais importância”. Mesmo quando há um reconhecimento de que esta última “serve apenas para a classificação dos estudantes” e que é a avaliação formativa que “potencia o desenvolvimento das aprendizagens”.

A conclusão consta do estudo “Avaliação das Aprendizagens em Instituições Educativas”, pedido pela Fundação Calouste Gulben­kian ao ex-ministro da Educação Júlio Pedrosa, e que vai ser apresentado na segunda-feira. A investigação faz o ponto de situação das práticas de avaliação, entre os três e os 18 anos, em Portugal e em vários países — de Singapura aos Estados Unidos, da Noruega ao Reino Unido, passando pela Alemanha e Finlândia —, e termina com um conjunto de recomendações para escolas, professores e instituições que formam os profissionais de ensino.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.