Sociedade

A hacker Marie Mou pirateou o seu próprio pacemaker para provar que era possível. No futuro, os ciberataques também poderão ser assim

19 novembro 2022 13:21

Nuno Fox

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Fotojornalista

Marie Moe, investigadora de cibersegurança, mostra um pacemaker que usou no passado e que concentrou as atenções durante a passagem por Lisboa

Pode um pacemaker ser alvo de ciberataque? Investigadora demonstrou que a hipótese é possível

19 novembro 2022 13:21

Nuno Fox

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Faltavam 20 minutos para aterrar nos Países Baixos quando Marie Moe sentiu o coração aos saltos. O caso era duplamente alarmante: além de portadora de um pacemaker, Moe liderava uma investigação da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega (UCTN) cujo objetivo era apurar quais as proteções de cibersegurança de implantes que comunicam com o exterior do corpo do doente. A probabilidade de choque com partículas cósmicas é ínfima, e é ainda a única tese avançada para o sucedido nessa viagem de avião de setembro de 2016, mas o susto haveria de ser providencial para a sua tese: a permeabilidade do equipamento que trazia no coração. Surpreendentemente, o hospital holandês que a atendeu de urgência deu-lhe os dados registados pelo pacemaker durante o episódio de crise. “Estes dados foram importantes, porque ajudaram a avançar com o nosso projeto”, explicou a norueguesa na conferência Bsides, que se realizou na semana passada em Lisboa.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.