Sociedade

Ministério Público abre inquérito a troca de cadáveres na morgue do Hospital de Faro. Um deles foi indevidamente recolhido e depois cremado

8 novembro 2022 16:34

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De acordo com uma nota de imprensa divulgada na segunda-feira pelo conselho de administração, a troca na identificação de dois doentes falecidos no Hospital de Faro ocorreu a 3 de novembro

8 novembro 2022 16:34

O Ministério Público (MP) abriu um inquérito para investigar um caso de troca de cadáveres na morgue do Hospital de Faro, ocorrida na passada quinta-feira, que levou um deles a ser indevidamente recolhido e de seguida cremado.

"O Ministério Público, tendo recebido do Centro Hospitalar Universitário do Algarve [CHUA] documentação relacionada com a matéria, determinou a instauração de inquérito", indicou fonte da Procuradoria-Geral da República à Lusa.

De acordo com uma nota de imprensa divulgada na segunda-feira pelo conselho de administração do CHUA, a troca na identificação de dois doentes falecidos no Hospital de Faro ocorreu no dia 03 de novembro.

Segundo o centro hospitalar – que agrega as unidades de Faro, Portimão e Lagos -, a situação levou a que um dos corpos fosse indevidamente recolhido pela agência funerária e posteriormente cremado.

Na sequência desta ocorrência, o conselho de administração do CHUA abriu um inquérito interno e “colocou os seus cargos à disposição”, de acordo com a mesma nota.

O caso levou também a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) a abrir um processo de avaliação às circunstâncias em que ocorreu a troca de cadáveres.

Em declarações à Lusa na segunda-feira, fonte da ERS indicou que a entidade, "no âmbito das suas competências, procedeu à abertura de um processo de avaliação das circunstâncias em que a ocorrência decorreu”.

A administração do CHUA assegurou que o procedimento de confirmação e verificação da identidade dos falecidos naquele centro hospitalar “obedece a várias normas de segurança, bem definidas na instituição, pretendendo o inquérito apurar os factos que estiveram na origem do erro e implementar alterações que se afigurem como necessárias”.

A direção do hospital adiantou que contactou as famílias, “lamentando profundamente o sucedido e tendo disponibilizado todo o apoio e suporte psicológico necessários”.