Sociedade

Vice de Montalegre prestou declarações e medidas de coação passam para a tarde

31 outubro 2022 14:24

A PJ já desmantelou o grupo violento Foto: Jcornelius

Orlando Alves, David Teixeira e ainda o chefe de gabinete da divisão de obras municipais foram detidos na quinta-feira pela PJ por estarem indiciados dos crimes de associação criminosa, prevaricação, recebimento indevido de vantagem, falsificação de documentos, abuso de poder e participação económica em negócio

31 outubro 2022 14:24

O vice-presidente da câmara de Montalegre, David Teixeira, prestou hoje declarações ao juiz de Instrução, no Porto, passando o anúncio das medidas de coação aos arguidos da operação Alquimia para a parte da tarde, anunciou o advogado.

"Eu requeri a prestação de esclarecimentos adicionais por parte do vice-presidente. Foram prestados agora da parte da manhã, razão pela qual será conhecida [a medida de coação] da parte da tarde", disse hoje aos jornalistas Ricardo Sá Fernandes, advogado de David Teixeira.

O representante legal do vice-presidente da câmara de Montalegre (distrito de Vila Real) que juntamente com o presidente, Orlando Alves, já renunciou ao cargo, não quis adiantar mais pormenores acerca das declarações prestadas.

O advogado disse ainda que as medidas devem ser conhecidas por volta das 15:30 ou 16 horas.

No domingo, o advogado Ricardo Sá Fernandes adiantou à agência Lusa que o Ministério Público vai propor prisão preventiva para os dois autarcas.

Segundo fonte judicial, na sua promoção, o MP pediu que os três arguidos fiquem em prisão preventiva, mesmo depois de os arguidos terem renunciado aos mandatos.

O presidente da autarquia, Orlando Alves, e o vice-presidente, David Teixeira, que renunciaram na sexta-feira aos cargos para os quais tinham sido eleitos pelo Partido Socialista (PS), estiveram desde sexta-feira a ser ouvidos no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.

Orlando Alves, David Teixeira e ainda o chefe de gabinete da divisão de obras municipais foram detidos na quinta-feira pela PJ por estarem indiciados dos crimes de associação criminosa, prevaricação, recebimento indevido de vantagem, falsificação de documentos, abuso de poder e participação económica em negócio.

Em comunicado divulgado na quinta-feira, a PJ explicou que a investigação versa sobre “um volume global de procedimentos de contratação pública, no período de 2014 a 2022, suspeitos de viciação para benefício de determinados operadores económicos, num valor que ascende a 20 milhões de euros”.