Sociedade

PJ deteve jovem residente em Leiria suspeito de burlas pelo WhatsApp

27 outubro 2022 7:14

dado ruvic/reuters

PJ esclareceu que “a investigação está numa fase muito precoce” e “foi desencadeada na sequência de comunicação ao piquete” desta força policial na segunda-feira relativa à “utilização fraudulenta de uma conta bancária”

27 outubro 2022 7:14

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou na quarta-feira a detenção de um jovem de 25 anos, residente na cidade de Leiria, suspeito de ser o autor de burlas feitas através do WhatsApp, designadas como “olá mãe ou olá pai”.

Em comunicado, o Departamento de Investigação Criminal de Leiria da PJ refere que a detenção do suspeito deste tipo de burlas, em número ainda não totalmente apurado, ocorreu “no seguimento de informação da utilização de uma conta bancária, na qual estavam a ser depositados valores oriundos de burlas, através de mensagens de WhatsApp, que recentemente têm vitimado muitos cidadãos, publicitada como burla ‘olá mãe ou olá pai”.

“Reforçando os alertas já emitidos e verificando-se um número crescente de denúncias por aquele tipo de burla, a Polícia Judiciária alerta os cidadãos para, em momento algum, satisfazerem pedidos via WhatsApp ou outras plataformas de comunicação similares, sem confirmação prévia dos familiares, em nome de quem são feitas as solicitações, de transferências de dinheiro”, acrescenta o comunicado.

À agência Lusa, fonte da PJ esclareceu que “a investigação está numa fase muito precoce” e “foi desencadeada na sequência de comunicação ao piquete” desta força policial na segunda-feira relativa à “utilização fraudulenta de uma conta bancária”.

“Conseguiu-se determinar um conjunto de três, quatro, eventualmente, cinco situações desse tipo de burla que, infelizmente, tem surgido com muita frequência junto dos nossos serviços”, assim como de outros órgãos de polícia criminal, como Polícia de Segurança Pública (PSP) e Guarda Nacional Republicana (GNR), acrescentou.

Segundo esta fonte, “nas situações já comunicadas estão em casa valores aproximados na ordem dos seis mil euros”.

A mesma fonte adiantou que o arguido, estrangeiro, “não tem atividade profissional” e “tem autorização de residência” no país.

Constituído arguido pela PJ, foi presente ao Ministério Público e por este interrogado, manteve-se sujeito a termo de identidade e residência e foi devolvido à liberdade, ainda segundo este responsável da PJ.

A fonte da PJ alertou que “está a banalizar-se este tipo de situações”, pedindo aos cidadãos para que “não transfiram dinheiro sem previamente se certificarem de quem é o solicitante”.

Neste caso concreto, os progenitores recebem mensagem “olá pai ou olá mãe” com a indicação do novo número de telefone e pedido de dinheiro e, sem se certificarem, transferem dinheiro, explicou, insistindo que aqueles “têm primeiro de falar com a pessoa e confirmar se, efetivamente, é um novo número do seu descendente”.