Sociedade

"O custo de vida aumenta e o povo não aguenta!". Milhares de pessoas manifestam-se em Lisboa, Porto e Funchal

15 outubro 2022 18:39

horacio villalobos

Algumas centenas de pessoas participam este sábado à tarde numa manifestação em Lisboa, Porto e Funchal, convocada pela CGTP, contra o aumento do custo de vida e para exigir aumentos dos salários e das pensões

15 outubro 2022 18:39

Uma manifestação promovida pela central sindical CGTP-IN está a percorrer as ruas de Lisboa, Porto e Funchal sob o lema “Aumentos dos salários e pensões emergência nacional! Contra o aumento do custo de vida e o ataque aos direitos.”

O protesto conta com vários sindicatos, desde educação, comércio, serviços, autarquias, polícias, saúde e educação.

Os manifestantes empunham várias bandeiras dos sindicatos e com cartazes exigem “mais salários e mais pensões ” e entoam as tradicionais palavras de ordem como " CGTP, unidade sindical", "esta legislação laboral só interessa ao capital", "a luta continua nas empresas e na rua" e "o custo de vida aumenta e o povo não aguenta".

Em Lisboa, a manifestação saiu por volta das 15:30 do Cais do Sodré e a abrir o protesto estava um grupo de bombos e uma faixa com o lema da iniciativa que é segurada pela líder da CGTP-IN, Isabel Camarinha, e outros sindicalistas.

O PCP considerou, por seu lado, esta a “maior mobilização dos últimos dois anos” em reivindicação de melhores salários e pensões demonstra que os portugueses estão contra o Orçamento do Estado e o alinhamento do Governo com os grupos económicos.

“Esta manifestação, aqui em Lisboa e no Porto, corresponde já à maior mobilização dos últimos dois anos e demonstra que os trabalhadores não aceitam a degradação dos salários, das pensões, o ataque aos serviços públicos, ao mesmo tempo que se verifica uma acumulação de milhares de milhões de euros em lucros dos grandes grupos económicos”, sustentou aos jornalistas o dirigente comunista Francisco Lopes, junto ao Terreiro do Paço, por onde passou o protesto da CGTP-IN.

Estava prevista a presença na manifestação do secretário-geral do PCP, mas Jerónimo de Sousa foi substituído à última hora devido a um “problema de saúde pontual”.

Francisco Lopes acrescentou que numa altura em que a situação socioeconómica do país se está a degradar, o que se impunha era o “aumento geral dos salários e das pensões” para contrariar os efeitos da inflação nos bolsos dos portugueses.

Contudo, o que “está aí colocado com o grande capital, com o Governo, com o Orçamento do Estado e com o acordo da concertação social é exatamente o mesmo: mais agravamento das condições de vida, cortes nos salários, perda de poder de compra”.

“A inflação prejudica os trabalhadores e a população, mas o aumento dos preços não se esfuma, esse dinheiro vai exatamente para os grandes grupos económicos e as multinacionais da alimentação, da energia”, completou o membro da Comissão Política do Comité Central do PCP.

A manifestação nas ruas de Lisboa e do Porto, continuou Francisco Lopes, “é um sinal de força e de esperança neste tempo tão turbulento e de tantas dificuldades”.

Na ótica do PCP o que se pede à maioria absoluta do PS é que cumpra o que está inscrito na Constituição: “Não é apenas para estar escrita, existe para ser cumprida.”

E ainda afirmou que esta manifestação, que saiu à rua em Lisboa, Porto e Funchal, visa defender um "aumento dos salários e pensões" e protestar "contra o aumento do custo de vida e o ataque aos direitos”.