Sociedade

Há elementos de gangues entre os imigrantes timorenses. Pertencem a grupos violentos praticantes de artes marciais

17 setembro 2022 9:38

No YouTube e no TikTok, dezenas de vídeos mostram a vida dos timorenses que imigraram para Portugal. Em muitos é possível ver membros de grupos de artes marciais. Na foto, uma procissão junta elementos do 77 e do PSHT, habitualmente rivais

d.r.

Tatuagens ‘denunciaram’ membros de grupos violentos de artes marciais. Autoridades investigam

17 setembro 2022 9:38

Os vídeos surgem em vários canais do YouTube e também nas redes sociais, principalmente no TikTok. Jovens timorenses, recém-chegados a Portugal numa vaga súbita que já levou o Governo a criar um grupo de trabalho, mostram como é a vida para quem imigrou, onde trabalham, como estão alojados, como se divertem. A mensagem nem sempre é feliz, revelando a dureza do trabalho no campo — quando o têm —, desde a apanha de mirtilos ou melancias à limpeza de terrenos. E também as más condições em que dormem, em camas de estrado sem colchão ou em colchões sem cama, amontoados em casas insalubres. Referem ainda a ausência de contratos e de documentação, que pagaram a peso de ouro e que não chegam às suas mãos.

Mas, para lá das queixas, há outra informação que passa nas imagens. Em várias gravações, realizadas com telemóveis, surgem timorenses com T-shirts, bonés, equipamento de luta e tatuagens com os símbolos de pelo menos dois grupos rivais de artes marciais, identificados como muito violentos em Timor: o 77 (sete-sete) e o PSHT (Persaudaraan Setia Hati Terate). Para as câmaras fazem gestos rituais e gritam, com orgulho, o nome do gangue a que pertencem.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.